Governo paulista acaba de elaborar o mapa eólico do Estado. O estudo contempla as áreas potenciais para a produção de energia e fornece referências econômicas e geográficas
As medições da direção e intensidade dos ventos foram feitas ao longo de um período superior a um ano, desde 2011, em pontos como Altinópolis, Avaré, Buritizal, Catanduva, Echaporã, Dois Córregos e São Roque, além da Serra do Mar. “Conhecido o potencial eólico no Estado, será mais fácil colocar São Paulo no mapa dos investidores”, diz o portal institucional do governo estadual.
Algumas premissas foram divulgadas. Uma delas é a de que o consumo de energia, para que tenha sustentabilidade, deverá se dar na própria região geradora. As regiões mais propícias à novidade seriam as de Botucatu/Jaú, a faixa entre Piedade e Capão Bonito, no sul do Estado, e a área perto de Ourinhos, próxima ao Rio Paranapanema, segundo divulgou a Folha de S. Paulo. Nesses pontos os ventos chegam a 6,5 metros por segundo, o que seria suficiente para a viabilização de parques eólicos a exemplo de outros estados do Brasil, como o Rio Grande do Sul. A área mapeada no Estado de São Paulo soma 1.134 quilômetros quadrados.
Pelos motociclistas
O deputado estadual Marcos Neves (PSB) apresentou projeto de lei propondo a redução da carga tributária de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações relativas à comercialização de capacetes de motociclistas. Cairia dos atuais 18% para até zero por cento. A medida atende reivindicação da Associação Brasileira de Motopeças e Acessórios de Segurança (Abramas) que, com a campanha “Capacete do Bem”, busca reduzir em todos os Estados brasileiros a carga tributária do equipamento. Minas Gerais aderiu à campanha. Segundo a entidade, uma vítima de acidente de moto custa, em média, R$ 152 mil aos cofres públicos na rede hospitalar. O custo social chega a R$ 952 mil considerando o atendimento pré-hospitalar, hospital, licença, aposentadoria, entre outros serviços. “O projeto não está focado na questão tributária e, sim, na redução do número de vítimas com acidentes de motocicletas e seu custo social”, diz o deputado.
Lotéricas protegidas
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade relatório do deputado federal André Vargas (PT-PR) que regulamenta a atividade lotérica no Brasil. O objetivo do projeto é dar estabilidade para as lotéricas que atuam como instituições bancárias. O projeto passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois vai à votação no Senado, com previsão de que seja concluído no primeiro semestre de 2013. Mais de seis mil dos 11 mil lotéricos no País trabalham à margem da regulamentação ou de forma precária, sem relação contratual legal com a Caixa Econômica Federal, a controladora do setor. Isso porque as loterias mais antigas não estão enquadradas em nenhuma lei e o contrato pode se expirar a qualquer momento.
Metrô Congonhas
O governo estadual e a Infraero definiram o local de uma das estações mais aguardadas da Linha 17-Ouro do Metrô, a do Aeroporto de Congonhas. Será construída na Rua Rafael Iório, quase na esquina com a Avenida Washington Luís, do lado oposto do aeroporto. O acesso dos passageiros à estação será feito por meio de uma passagem subterrânea que será construída sob um túnel já existente ali, o Paulo Autran. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a definição enterra os planos do Metrô de fazer uma estação embaixo do aeroporto. Também fica descartada a construção do acesso a partir do saguão principal de Congonhas. Agora, o túnel vai sair do mesmo piso onde param os ônibus fretados e onde os passageiros pegam táxi no desembarque. O túnel terá 80 metros ou mais, pelo menos o dobro do existente na ligação entre as estações Consolação e Paulista.
Animais confinados
Se aprovado projeto de lei do deputado estadual Feliciano Filho (PEN), os animais de criação não poderão mais ser submetidos a confinamento no Estado. Segundo ele, milhões de galinhas poedeiras, porcas reprodutoras e bezerros criados para vitela são confinados em pequenas gaiolas e celas “que não lhes permitem realizar os movimentos mais básicos”. Feliciano cita também canis e gatis, animais de circo e a indústria de extração de peles, que considera ser uma das práticas mais cruéis do mundo.
Breves
• O Programa Dose Certa chegou à marca de 20 bilhões de unidades farmacêuticas distribuídas para a população paulista desde a sua criação em 1995.
• A Câmara Portuguesa de São Paulo anuncia homenagem à presidente Dilma nesta sexta-feira, na Hípica Paulista, em jantar comemorativo do seu centenário.
• A operadora GVT anuncia a sua chegada à capital paulista no primeiro semestre de 2013.
Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br