10 de julho de 2026

Alunos, pais e professores rejeitam ida da Diretoria Regional de Ensino


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Alunos usam faixas para protestar contra compartilhamento do prédio da ‘Otávio Martins’ com a Diretoria de Ensino; junto de pais e professores, eles temem que divisão possa ocasionar o fechamento definitivo da escola em 2014

Pais e estudantes se reuniram ontem na porta da escola estadual “Professor Otávio Martins de Souza”, localizada na Vila Chico Júlio, para protestar contra a ida da DRE (Diretoria Regional de Ensino) para o prédio. O órgão estadual vai dividir o espaço com a escola a partir do ano que vem, o que tem deixado alunos e professores receosos com o eventual fechamento da escola em 2014. O governo estadual nega que tenha tal intenção.

A manifestação aconteceu das oito às dez horas da manhã e reuniu cerca de 70 estudantes. Compareceram também alguns pais de alunos e o conselheiro regional da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Vilson Pinheiros Victor. “A Apeoesp apoia os estudantes, porque no estado de São Paulo toda vez que se toma uma decisão pedagógica, a escola sempre é consultada. Somos contra o fechamento e mesmo o compartilhamento, porque a escola tem que ser um espaço educacional”, afirmou Victor, que levará o caso aos vereadores da cidade na próxima sessão da Câmara Municipal, para que o problema possa ser discutido.

Entre os estudantes, os protestos eram organizados pela aluna do terceiro colegial, Jéssica Estefane, 17. “Essa escola é nossa, ninguém vai tirar isso da gente. Não queremos metade e sim a escola inteira”, disse.

O estudante Murilo Gonzales, 16, do segundo colegial, afirmou que o programa Escola da Família, que é desenvolvido na “Otávio Martins” nos finais de semana, não vai mais acontecer. “Dizem que é para não atrapalhar as obras, mas a gente acha que é um processo para começar a fechar a escola”, afirma. No programa, são realizadas diversas atividades, como apresentações musicais, prática de esportes como futebol, basquete e skate. Os alunos também reclamaram que a Diretoria irá tomar salas usadas pelos alunos e que as reformas que estão sendo realizadas na escola incluem construções próprias para a DRE.

O protesto contou com a presença de alguns pais, que igualmente não concordam com o compartilhamento do prédio. “Isso vai ser como um câncer, começando pequenininho até acabar com tudo. Eu quero que a escola continue funcionando da mesma forma”, opina o pintor Matheus Marcos Cornélio, 35, que tem dois filhos estudando na unidade.

O protesto acabou com um estudante detido portando maconha.