09 de julho de 2026

Sindicato dos Sapateiros de Franca quer 15% de aumento para a classe


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Integrante de sindicado entrega informativo a trabalhadores convocando para assembleia nesta sexta-feira

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados do Município de Franca, presidido por Fábio Cândido, “bateu o martelo” ontem e vai apresentar proposta de reajuste de 15% para todas as faixas salariais da categoria.

Com a decisão, o piso reivindicado passaria dos atuais R$ 751 para R$ 864. A média salarial dos sapateiros, que segundo a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho e Emprego é, atualmente, de R$ 1.098, pode passar para R$ 1.253, se os valores percentuais pedidos foram aceitos pelo Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca).

A nova campanha salarial do sindicato dos trabalhadores teve início segunda-feira, na porta das principais empresas do setor calçadista. Carros de som começaram a circular, convocando os sapateiros para a assembleia que acontece hoje, às 17h30, na sede da entidade, na rua Carmem Irene Batista, 2.667, no Jardim Samello.

Além do reajuste de 15% para todas as faixas salariais, o sindicato reivindica a redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

A elevação do pagamento da PRL (Participação nos Lucros e Resultados) de 94 horas para 150 horas, o reajuste do abono escolar de R$ 183 para R$ 300 e a manutenção e elevação de benefícios sociais, como o seguro de vida pago pela empresa, também fazem parte da pauta. No total, o sindicato tem 84 reivindicações diversas, que incluem de água potável até meio ambiente.

Caso seja aprovada na assembleia de hoje, a pauta de negociações da Convenção Coletiva 2013 será enviada ao Sindifranca na próxima segunda-feira, 3. Na terça-feira, na Delegacia do Trabalho de Franca, haverá uma mesa redonda para oficialização da pauta. Entre os dias 7 e 19 de janeiro, acontecem as rodadas de negociações entre os representantes dos trabalhadores e o Sindifranca.

“A participação dos trabalhadores e trabalhadoras na assembleia de amanhã (hoje) é importante. O trabalhador não pode deixar que decidam o futuro por ele e tem de participar ativamente desta importante fase das negociações”, disse Cândido.

José Carlos Brigagão do Couto, que preside o sindicato patronal, através da assessoria de comunicação da entidade, informou que não se manifestará antes da entrega oficial da pauta de reivindicações.