08 de julho de 2026

Alimento diário


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A carta aos romanos O evangelho de Paulo

O tema da mensagem desta semana é “Paulo vai a Roma” (At. 28:16,30-31). Devemos lembrar-nos que o livro de Atos dos Apóstolos na verdade fala dos atos do Espírito Santo por meio dos apóstolos, e que esse livro não foi concluído. Pelo contrário, hoje temos a comissão de continuar a escrevê-lo ao pregar o evangelho e edificar as igrejas, que são o reino de Deus aqui na terra, a fim de que a Sua vontade seja feita na terra, assim como é feita nos céus.
Desde o começo de nosso estudo de Atos falamos de forma muito clara sobre a vontade de Deus de propagar o evangelho até os confins da terra (1:8). Inicialmente essa palavra foi propagada pelos doze apóstolos, depois por Estevão, um dos setes diáconos levantados para servir às mesas (6:8-7:60); também por Felipe, o evangelista, dentre os sete diáconos (8:26-40), bem como por todos os santos dispersos (8:4; 11:19-21). Precisamos ver que o reino não diz respeito somente ao povo de Israel, mas deve incluir todos os povos da terra. Por isso, o evangelho deve ser pregado a todas as noções para que mais pessoas entrem no reino de Deus por meio do novo nascimento.
O Senhor, então, revelou a Pedro que o evangelho também deveria ser pregado entre os gentios, por meio de uma visão (10:11-16, 34-35, 45; 11:17). Tudo já estava preparado e a família de Cornélio foi escolhida para que a porta do evangelho se abrisse aos gentios. Mais tarde, o Senhor levantou Paulo para continuar os atos dos apóstolos entre os gentios. Outrora ele prendia os que invocavam o nome do Senhor, mais veio a tornar-se ele mesmo um deles.
Ele foi batizado invocando o nome do Senhor, e ao fazê-lo foi introduzido pelo Espírito no Corpo de Cristo. Os doze apóstolos receberam os ensinamentos do Senhor Jesus, por três anos e meio, durante o Seu ministério terreno, mas Paulo foi levado pelo Senhor ao terceiro céu para ter visões e revelações (cf.2 Co 12:1b-4).
Já falamos que o livro de Romanos pode ser considerado o evangelho de Paulo, o qual descreve desde a redenção judicial até a salvação orgânica. Romanos fala de Jesus Cristo, nosso Senhor, que, “ segundo a carne, veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos” (Rm 1:3-4). Portanto, ele fala primeiro do Senhor como Filho do homem e, depois, como Filho de Deus. Como Filho do homem, Ele veio para realizar a obra redentora por nós, para que nós quando cremos Nele fôssemos justificados: essa é a redenção judicial. Além disso, Deus também quer introduzir-nos no evangelho do Filho de Deus, pois como crentes regenerados, tornamo-nos filhos de Deus e precisamos crescer e amadurecer em vida.
Isso não é apenas a redenção judicial, que recebemos pela fé, mas trata-se de salvação orgânica, um processo que dura toda a nossa vida cristã. Precisamos de crescimento e maturidade de vida para podermos exercer plenamente a cidadania do reino dos céus.
Uma pessoa natural não pode receber o reino de Deus, por isso, apesar de Paulo querer trabalhar para o Senhor, ele ainda precisava ser trabalhado pelo Senhor. Por exemplo, ele era bastante ousado em pregar o evangelho (At 9:20-22,27b), porém contendia com os judeus, como ocorreu em Damasco e também em Jerusalém (vs.28-29). Discutir ou contender é o próprio homem natural, mas Deus não se agrada que contendamos com as pessoas. Sem dúvida, Paulo estava correto, porque falava palavras de Deus, mas, quando os seus oponentes eram derrotados nas discussões, o ódio era despertado no interior deles, e então procuravam matá-lo.
Amanhã continuaremos a ver a história de Paulo.

Ponto chave: Crescer em vida para ser o povo do reino dos céus

Pergunta: Quais os dois aspectos de Cristo em Romanos e qual a sua relação como a salvação completa de Deus?

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