10 de julho de 2026

Supermercados desistem de acordo para fechar aos domingos


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A Asfre (Associação de Supermercados de Franca e Região) desistiu da ideia de fechar os estabelecimentos da cidade aos domingos. O presidente da entidade, Carlos José Pereira, disse ontem que o recuo foi tomado devido a fatores como a resistência das grandes redes e a reprovação dos consumidores. Mesmo com a desistência de tentar transformar o fechamento em lei municipal, os comerciantes que quiserem têm a opção de não trabalhar aos domingos.

Proprietários de supermercados se reuniram na última sexta-feira para discutir o fechamento aos domingos. Apesar da argumentação patronal de que a abertura implica uma “dificuldade maior” de manter funcionários, os supermercadistas reconheceram que a medida tem mais contras do que prós.

Um dos motivos principais foi a resposta negativa do público. Em uma pesquisa realizada pela própria associação com 500 consumidores em três supermercados da cidade, 56% dos entrevistados se mostraram contrários à medida.

Outro fator considerado, segundo Pereira, foi a “cultura” do francano. “Ficaria muito difícil fechar essas lojas, porque o consumidor já está acostumado a fazer suas compras aos domingos. Além disso, não seria viável para o setor, porque lojas de conveniência e padarias permanecem abertas”, explicou o presidente da associação dos supermercadistas.

Por fim, outra situação que determinou a desistência da foi a posição das grandes redes. “Eles são muito resistentes em fechar aos domingos”, disse Pereira.

Para atrair funcionários e manter os já contratados que, segundo a Asfre, desistem do emprego por causa da rotina “desgastante”, o presidente informou que a entidade vai investir em cursos profissionalizantes. “Há a possibilidade de a associação montar uma escola para formar açougueiros e padeiros, já que estão em falta no mercado”, completou Pereira.

Uma dos consumidores que comemoraram a desistência da Asfre foi a salgadeira Maria da Penha Sousa, 54. Ela acredita que o fechamento aos domingos poderia atrapalhar o seu trabalho. “Tem que continuar aberto, porque eu faço salgados para festas, e todos os domingos nós compramos os ingredientes”, disse.