‘Mediu ainda outros mil, e era já um rio que não podia atravessar, porque as águas tinham crescido água que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar’ (Ez. 47.5).
A era dos rios de água viva
O desejo de Deus é introduzir o homem no Espírito, e esse era encargo de João ao escrever seu Evangelho. Deus entregou essa comissão orgânica e João de maneira especifica, pois ele agora vivia totalmente no espírito. Para que recebemos a incumbência de Deus, Também precisamos estar no espírito. Por isso, em João 7, ele fala que no último dia, o grande dia da Festa dos Tabernáculos, levantou-se Jesus e exclamou (v.37). O último dia prefigura o fim da era do Antigo Testamento. Os primeiros dois mil, nos quais o homem vivia na carne, já passaram. Os segundos dois mil anos, a era da lei, nos quais o homem vivia na alma, terminaram naquele último dia da festa dos Tabernáculos.Todas as regras, ordenanças e regulamentos que os judeus observavam, inclusive as três festas anuais- a da Páscoa, a do Pentecostes e a dos Tabernáculos-, também tiveram seu fim. Não significava, que somente as três festas daquele ano haviam passado, mas todas as festas tiveram seu último dia, pois Cristo, que é a realidade, havia chegado (cf. Cl 2:16-17).
Depois da morte e ressurreição do Senhor, não haveria nenhum festa física e terrena do Antigo Testamento. Se houvesse, seria inventada pelo homem, e não proveniente de Deus. João 7 Fala claramente que essa era a judicial, na esfera da alma! Mas essa era já teve seu último dia. Paulo tentou, da melhor maneira, levar os irmãos ao espírito, mas eles preferiam ficar na esfera da alma, tentando aperfeiçoar-se segundo a carne (cf. Gl 3:3). Jesus havia dito que quem não perdesse a vida da alma não poderia obter a salvação completa (Mt 16:25). A era da alma já deveria ter finalizado, pois agora estamos na era dos rios de água viva,que prefiguram o Espírito. Louvado seja o Senhor!
A era da Lei chegara ao fim, a era da alma iria terminar, bem como as festas, as doutrinas e tudo o mais do Antigo Testamento. Agora, haveria um novo começo no Espírito.
Por isso o Senhor disse: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas viva’ (Jo 7:37-38). Em João 4:13-14, temos as palavras que Jesus disse à mulher samaritana: ‘Quem beber desta água tornará a ter sede;aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna’. Ao lermos todos esses versículos juntos, para nós, era como se o Senhor estivesse dizendo: ‘ Já lhes havia dito isso anteriormente, mas a hora ainda havia chegado. Agora chegou!’. Por isso Ele se levantou e clamou: ‘Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva’.
Quem beber da água que o Senhor lhe der, nunca mais terá sede. Pelo contrário, essa água será nele uma fonte a jorrar a vida eterna. Essa fonte é rica e abundante, não é apenas um Fio d’ água, mas rios de água viva. Quando mais esses rios fluem, mais volumosos se tornam, como águas descritas em Ezequiel 47:3-5: a cada mil côvados medidos, o nível da água aumentava, diminuindo assim os movimentos humanos e a força natural. Graças ao Senhor, a força do Espírito aumentava cada vez mais e por fim as águas cresceram tanto que se tornaram um rio que não se podia passar (v.5). Quando um homem tem essa experiência, a força da sua alma é anulada. Que essa seja nossa experiência com o encher do Espírito!
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