Um posto de combustível abandonado há cerca de um ano na avenida Brasil se tornou moradia e ponto de encontro de usuários de drogas e prostitutas. A afirmação é de comerciantes e moradores da área, que vivem num clima de medo e insegurança.
Funcionária de uma loja de roupas nas proximidades, Mayra Blanco disse que o estabelecimento já foi assaltado três vezes pelos “moradores” do posto. Da última vez, o prejuízo foi de R$ 2 mil. “Mesmo durante o dia, eles entram na loja, abordam a gente na rua... Por causa do horário de verão, estamos fechando às oito horas da noite e, em dezembro, fecharemos às dez, o que é perigoso.”
Um comerciante e também morador da área reclama que os problemas no estabelecimento se agravaram há cerca de quatro meses. “É um ‘posto-cracolândia’. Os usuários de drogas que moram lá fazem bagunça a noite inteira. Também tem uns ‘travecos’ que ficam na esquina, que já me deixaram incomodado várias vezes”, revolta-se o vizinho que não quis se identificar. Ele ainda alertou para o risco de explosões se ainda houver combustível nas bombas.
A proprietária de uma loja de sapatos próxima ao posto está substituindo a fiação de seu comércio, que foi roubada há dois dias. “O posto tem acesso ao forro da minha loja. Aí, eles arrombaram o alçapão e roubaram os fios, tanto do meu estabelecimento quanto o do lado”, disse ela que também pediu anonimato.
“Ficamos desconfortáveis com a falta de higiene dessas pessoas. Nós nos sentimos reféns de uma situação que não podemos solucionar. Nossa decepção maior é em relação aos proprietários, que têm total descaso com o incômodo na vizinhança”, acrescentou a mulher, que diz sofrer com os frequentadores do posto desde que o estabelecimento fechou. Para o funcionário de uma loja da área, os donos do posto são os culpados, “porque eles não cercaram o local”.
Uma das proprietárias do posto, que preferiu não revelar o nome, confirmou que o posto está fechado há um ano. Ela reconhece o problema, mas ainda não tomou nenhuma atitude para revolver o caso que, segundo ela, começou há dois meses. “A partir de segunda-feira vamos tomar as devidas providências quanto ao cercamento”, garantiu.
Na tarde de sexta-feira, a reportagem tentou contato com o setor de Comunicação da Polícia Militar, mas não encontrou ninguém.