A Prefeitura retomou na tarde de quarta-feira - através de uma medida judicial - o terreno onde funcionava o posto Francano, na avenida Dr. Antônio Barbosa Filho, na Vila Flores. Uma oficial de Justiça chegou ao local acompanhada de dois advogados e cinco guardas municipais para formalizar a reintegração de posse.
O terreno faz parte de uma série de outros lotes - também usados por donos postos de combustível - que tiveram seu contrato de concessão vencido em 31 de outubro do ano passado. No dia seguinte, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) publicou decreto fazendo a retomada. Dois postos estavam desativados - o Francano e o Modelo. Ainda funcionam os postos Monte Belo, na avenida Moacir Vieira Coelho; Mário Roberto, na avenida Orlando Dompieri; Estoril, na avenida Ismael Alonso y Alonso; e o Posto BR, na avenida Chico Júlio (leia nesta página).
Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, atualmente, os outros postos estão liberados para funcionamento por conta de um acordo firmado entre seus donos e a Procuradoria Municipal.
O posto Francano estava vazio quando os funcionários da Prefeitura chegaram. De acordo com a Oficial de Justiça Rosana Silva Vidoti, a equipe foi até o local para montar um relatório dos materiais e benfeitorias presentes no terreno. “Neste momento não faço nenhuma avaliação de valores, apenas relato a maneira com que ele está sendo devolvido. Já estou fazendo contato com o advogado do proprietário do posto para que fique ciente dessa reintegração.”
Entre os itens relatados por Rosana estavam bombas de combustível, prédio de alvenaria que servia como escritório e loja de conveniência, além de estruturas metálicas usadas para cobertura do lugar. Enquanto isso, uma empresa de transporte, contratada pelo proprietário, recolhia materiais diversos. “Nós fizemos um contato prévio (com o proprietário) para que ele pudesse retirar o que era dele. Ele retirou e agora seria interessante que Prefeitura cercasse a área, porque se o posto ficar aberto do jeito que está, com certeza, outras pessoas podem entrar aqui para danificar o imóvel.”
Minutos depois, funcionários da Emdef (Empresa para Desenvolvimento de Franca) cercaram a área - que ocupa todo o quarteirão - com uma tela, mas não souberam informar se algum vigia ficaria no local durante a noite.