O Conselho Tutelar atende por dia três ocorrências de adolescentes envolvidos em atos infracionais. Segundo a presidente do Conselho, Gláucia Limonti, geralmente os casos são de tráfico, porte de entorpecentes, roubos e furtos. As denúncias chegam através de denúncias anônimas, da Polícia Militar ou dos próprios pais.
Segundo a conselheira, o perfil desses adolescentes envolvidos com a criminalidade é de jovens agressivos e que não estão estudando. “A maioria é formada por adolescentes evadidos da escola, tem pais que trabalham. Esses adolescentes ficam mais na rua e não têm um acompanhamento direto, conforme precisam”, disse Gláucia. Ainda segundo a conselheira, garotos de classe média a baixa são detidos e não há um bairro onde as ocorrências estejam concentradas. “É geral.”
Em alguns casos, os garotos são conhecidos e já passaram por acompanhamento. Para Gláucia, é preciso que o Poder Público realize estudos para evitar entrada dos jovens no mundo do crime e que as famílias sejam instruídas. “Muitas das vezes esses adolescentes já são acompanhados pelo Conselho Tutelar. Há a reincidência ou eles são acompanhados por outros motivos, como evasão escolar e agressividade em casa (...) Eles são encaminhados para fazer tratamento psicossocial, mas, na maioria das vezes, esses acompanhamentos não são efetivos”, completou a conselheira.