08 de julho de 2026

Denúncias de maus-tratos


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Fui criado na roça. Aos sete anos ganhei de meu pai a matrícula na escola e uma enxada pra ir à lida da lavoura de café. Meus irmãos foram educados (igual). Jamais meu pai deu moleza pra nós. (...) Quanto fazíamos nossas artes, éramos corrigidos - com boas palmadas, se preciso fosse. No mais das vezes, o simples olhar de meu pai bastava para que a gente interrompesse a travessura. Jamais eles negligenciaram de nos corrigir ou transferiram a obrigação para a escola ou para quem quer que seja. Também nunca nos privaram de religião. Frequentávamos a igreja e tínhamos nossas orações em casa, em família. Prestes a completar 38 anos de idade agradeço a Deus pelos pais que tenho e cada uma das surras e reprimendas que recebi em casa. Hoje, homem nenhum precisa me bater na cara, seja na rua ou em qualquer outro lugar que eu frequente.

Ronaldo Pereira da Silva
Conselheiro deste jornal -Franca - SP