09 de julho de 2026

Sinalização de solo é motivo de queixa em vários cantos da cidade


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Moradores do Recanto Elimar pedem sinalização em vias do bairro usadas por estudantes a caminho da escola

Por toda a cidade, a imprudência e a falta de respeito às leis de trânsito vitimam dezenas de pessoas todos os anos. Preocupados com esta situação, moradores de várias regiões de Franca procuraram o Comércio para denunciar pontos onde a sinalização de solo está falha. Fato que, segundo eles, eleva ainda mais o risco de acidentes.

Há cerca de 15 dias, na avenida Primo Meneghetti, no Jardim Paulistano, onde o pedreiro Daniel Davis de Faria, 47, morreu atropelado por um Corsa, não havia faixas de sinalização, pois o local passava por obras de recapeamento. De acordo com o mecânico Murilo Nascimento, 23, desde que as obras começaram, outros acidentes só não aconteceram “por sorte”. “O pessoal aproveita o asfalto novo e corre mesmo.”

No Recanto Elimar II, outro flagrante de falta de sinalização. Próximo ao horário da entrada dos alunos da Emeb “Vanda Thereza de Senne Badaró”, carros dividem espaço com os pedestres que atravessam a avenida João Batista Paula e Silva - a 750 metros da escola. “Você pode perceber que as motos e os carros não param de acelerar em momento algum. Eles descem a baixada do Elimar III com tudo. Poderiam colocar uma lombada e faixas de pedestres para ajudar os alunos a atravessar”, disse a comerciante Francina Rodrigues da Silva Raimundo, 38.

Longe dali, no cruzamento da avenida Adhemar de Barros com a rua Curitiba, próximo ao Jardim Brasilândia, o mecânico de manutenção Giuliano Cintha, 39, afirma que tem que invadir a pista para poder ver se alguém está vindo do sentido contrário. Segundo ele, o problema é provocado pelos carros estacionados próximo à esquina. “A avenida é muito estreita e mal projetada. Quando tem carro parado na faixa da direita, a gente perde completamente a visão. Todo o dia passo por ali rezando para que não aconteça nenhum acidente.”

O secretário municipal de Segurança e Cidadania, responsável pelo trânsito da cidade, Sérgio Buranelli, afirmou que fiscais da secretaria circulam regularmente pela cidade trocando placas danificadas e realizando a manutenção das vias públicas, mas prometeu que irá estudar uma maneira de melhorar a sinalização de solo nas ruas e avenidas citadas nesta reportagem.

Quanto à deficiência na sinalização da avenida Primo Meneghetti, Buranelli alegou que não podia mandar pintar a rua sem que o trabalho de recapeamento estivesse concluído. “Primeiro sai toda a equipe da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), depois entra a gente. Costumo dizer que nós somos o batom da noiva, porque se eu chegar sinalizando antes da hora, o pessoal (do recapeamento) vem com o caminhão de asfalto jogando tudo em cima”, disse.