Incrível, a salvação da nossa indústria calçadista não será a salvação dos sapateiros que laboram por ela! Li, dia 6 deste mês, como leio semanalmente, a coluna de Zdenek Pracuch, muito bem elaborada, competente e esclarecedora como tudo o que ele escreve (leia aqui). Fiquei perplexo, para não dizer estarrecido! Não consigo me habituar, nem me conformar com certas realidades. Pasmem: a utopia está em vias de se tornar realidade com máquinas, robôs, disfarçadamente, discretamente, manipulando e dominando seus criadores, levando ao desemprego a massa trabalhadora. Fico a me perguntar: de que adianta desenvolvimento e tecnologia se não for para ser usados em prol do bem-estar do ser humano? Como pode? A economia que deveria ser um meio, uma ferramenta, criar vida própria e se tornar um fim! Se os que detém o poder continuarem a empurrar a humanidade como gado, por caminhos tortuosos, o clamor dos excluídos se fará sentir cada vez mais com veemência, atingindo proporções de caos, de convulsão social. Um pequeno exemplo já está aí, na violência nossa de cada dia.
Marco Aurélio Chaves
Franca - SP