O Sindicato dos Sapateiros de Franca alertou que denúncias de injúria racial e assédio moral em fábricas de calçado estão se tornando comuns.
Segundo Fábio Cândido, presidente da entidade, desde maio de 2011, outros 18 casos já chegaram ao seu conhecimento. Ele explica que, na maioria das vezes, o sapateiro tem medo de entrar com uma ação na Justiça por receio de ficar “marcado” e não conseguir outro emprego. “Esse caso não é o primeiro. Repudiamos qualquer ato de racismo ou assédio contra funcionários. O sindicato bate forte em cima de patrões, mas, para isso, o funcionário tem que nos procurar.”
A primeira atitude que um funcionário deve tomar quando se sentir ameaçado ou discriminado é procurar uma autoridade policial e registrar a queixa formalmente. Isso lhe garante os instrumentos legais para poder se defender em caso de uma advertência ou demissão por justa causa, explica Cândido.
“Damos total apoio ao funcionário, mas o empresário também deve tomar cuidado com esse tipo situação, porque quem acaba pagando por isso é ele mesmo. São processos que envolvem danos morais e denigrem a imagem da marca.”