Como no caso dos vereadores, a diferença de gastos com a campanha eleitoral dos sete candidatos que disputaram a Prefeitura de Franca também é enorme. Enquanto o taxista Hamilton Chiarelo (PSOL) declarou ter investido em sua campanha pouco mais de R$ 2,2 mil, seu adversário Gilson Pelizaro (PT) admitiu um gasto 247 vezes maior, cerca de R$ 544 mil.
Até o momento, o petista, quarto colocado no primeiro turno, é o que mais gastou. Ele investiu o equivalente a R$ 27,93 por voto recebido. Boa parte dos recursos veio de doações do comitê do partido e de pessoas físicas ligadas ao candidato. A maior parte foi gasta com a propaganda eleitoral no rádio e na TV e com material de publicidade.
Quem também investiu alto foi o ex-secretário municipal de Saúde e Desenvolvimento Alexandre Ferreira (PSDB), que venceu as eleições. Ele ainda não apresentou as contas à Justiça Eleitoral, já que o prazo para os participantes do segundo turno vai até o dia 27 de novembro, mas afirmou ter gasto R$ 500 mil, quantia que para ele não é alta. “Fizemos uma campanha bastante enxuta. Aproveitei muita coisa que eu já tinha. Nosso comitê, por exemplo, foi mobiliado só com coisas usadas.”
Sem muito apoio, Chiarelo, o último colocado, foi o que menos gastou. Ele declarou ter investido R$ 2.249, o equivalente a R$ 2,41 por voto. Durante toda a campanha, disse ter contado com o trabalho de pessoas voluntárias. “Nossa campanha foi feita com o coração.”
O ex-vice-prefeito Cassiano Pimentel (PV), que ficou em quinto lugar, gastou menos de R$ 100 mil. “É muito difícil conseguir recursos quando não fazemos parte dos grandes partidos. Isso precisa mudar. O Brasil precisa repensar sua legislação eleitoral para que todos os candidatos disputem em condições de igualdade”, disse.
SEM VALORES
A candidata Graciela Ambrósio (PP) ainda não apresentou suas contas à Justiça. Como ela disputou o segundo turno com Alexandre, tem até o dia 27 de novembro para fazê-lo. Na tarde de sexta-feira, ela foi procurada para informar quanto gastou na campanha, mas não soube dizer. “Eu não cuidei dessa parte diretamente. O que sei é que ainda não fechamos nosso balanço. Então, não tenho como passar nenhum valor.”
O candidato Marcelo Bomba (PTC), penúltimo na campanha, está em atraso. Ele também não entregou sua prestação de contas à Justiça. O prazo para quem disputou o 1º turno venceu no dia 6. Seu candidato a vice, Ranieri Mello, disse que as contas estão sendo finalizadas e que devem ser entregues à Justiça nesta semana.
Segundo o chefe do Cartório da 46ª Zona Eleitoral, Marcelo Queiroz, se ele não fizer a entrega, Marcelo Bomba pode ser impedido de disputar uma nova eleição.