Segundo dados da Fundação Seade, divulgados em setembro, a taxa de mortalidade infantil na região de Franca cresceu 18% em 2011, na comparação com o ano anterior. Em 2010, a cada 1.000 crianças nascidas na região, 10,89 morriam antes de completar um ano. Em 2011, esse número subiu para 12,83.
Muito desse crescimento foi atribuído a bebês prematuros. Segundo o Comitê de Mortalidade Materna Infantil, de janeiro a agosto deste ano, 345 crianças nasceram prematuras em Franca.
Para a secretaria municipal de Saúde, Rosane Moscardini, o uso de medicação tomada sem o diagnóstico da gravidez e infecções durante os três primeiros meses de gestação estão entre os principais causadores da prematuridade.
Para baixar essa incidência, Moscardini diz que a secretaria promove acompanhamento das gestantes, incluindo exames de urocultura, que são fundamentais para identificar se há presença de bactérias na urina da mãe.
Sobre a atendimento aos prematuros, a secretária diz que não faltam vagas na rede. “Temos 10 vagas de UTI Neonatal na Santa Casa e, sempre que verificamos a necessidade de mais, compramos vagas em hospitais particulares.”