A inexistência de linhas interbairros, o preço da passagem de ônibus e a lotação de algumas linhas em horários de pico são as principais queixas dos usuários do transporte público de Franca. Em julho de 2011, a substituição do sistema de bilhetagem eletrônica revoltou os usuários, pegos de surpresa com a obrigatoriedade da mudança de cartões e o fim da integração com dinheiro dentro dos ônibus.
Isso fez com que os integrantes do Movimento Popular do Jardim Aeroporto organizassem um protesto, que resultou no “Movimento Fora São José”, que atualmente conta com a participação do movimento estudantil de Franca.
O vendedor ambulante Roberto Cardoso de Freitas, 48, o Carola, é o líder comunitário do movimento do Jd. Aeroporto. Viúvo, pai de sete filhos e avô de uma criança, Carola depende do transporte público para trabalhar e se locomover na cidade. “Eu e minha família dependemos totalmente de ônibus. O transporte é péssimo. São poucos ônibus nas linhas, e eles sempre estão lotados.” O ambulante diz que o preço da passagem é abusivo e não concorda com o novo sistema de bilhetagem. “Foi uma coisa que fizeram sem consultar o povo”, disse o vendedor.
Carola também reclama da falta das linhas bairro a bairro. “Quem mora na região do Aeroporto 3 e precisa ir para o Aeroporto 2, tem que ir a pé, porque não tem uma linha de ônibus que passa por lá.”
Com a adesão dos estudantes, o “Movimento Fora São José” já organizou diversos protestos para reivindicar melhorias no transporte público. Os dois últimos foram contra o reajuste da tarifa, que atualmente custa R$ 2,85. O estudante de história Luis Stival, 22, é integrante do movimento, que já chegou às redes sociais - o grupo no Facebook tem mais de 800 integrantes.
“Nosso objetivo é reivindicar melhorias e protestar contra as irregularidades da empresa. Queremos os ônibus bairro a bairro, a diminuição da tarifa, mais veículos para evitar a superlotação, o passe livre para estudantes e desempregados e a criação de um Conselho Municipal do Transporte, para que a população tenha a quem recorrer”, disse.