Os veículos apreendidos pela polícia com os dois industriais na operação da DIG, na manhã de ontem, tinham placas de três cidades de Minas Gerais (Prata, Monte Carmelo e Andradas) e uma de Goiás (Anápolis). Dos documentos, a polícia conseguiu apurar que o usado para esquentar a Pajero, 2010, prata, foi extraviado de São Paulo. Os outros passarão por análise do IC (Instituto de Criminalística) para saber a origem. E dos carros, a Pajero apreendida na residência do Jardim Riviera já era procurada pela polícia por ser dublê - adulterado para se passar por veículo já existente, com as mesmas características e sem restrições.
A verdadeira Pajero está em nome de um morador da cidade de Campo Limpo (SP). Há alguns dias, ele começou a receber multas por excesso de velocidade em rodovias de Minas Gerais. A vítima procurou a polícia para denunciar o fato, alegando que nunca esteve nas regiões onde o carro foi fotografado pelos radares fixos e móveis. Desde então, a polícia mineira passou a patrulhar as rodovias onde foram registradas várias passagens da Pajero, para tentar deter seu condutor, mas sem êxito.
As prisões anunciadas ontem, segundo policiais da DIG, são as primeiras de uma série que deverá ocorrer nos próximos dias em razão das intensas investigações desencadeadas para se esclarecer a onda de furtos, adulteração e receptação de veículos em Franca.