08 de julho de 2026

ICMS em ascensão


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O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) é um imposto diretamente proporcional ao desenvolvimento e ao crescimento da economia. Quanto mais a cidade e o Estado movimentam produtos e serviços, isto é, quanto mais as pessoas e as empresas compram e vendem, mais elevada torna-se a arrecadação que vai para os cofres públicos.

Nesse sentido, a notícia publicada por este Comércio na sexta-feira, 02/11, é bastante significativa para a nossa cidade. De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, de janeiro a junho desse ano a movimentação da indústria e dos setores comercial e de serviços de Franca arrecadou pouco mais de R$ 100 milhões.

Em termos absolutos, esse valor pode parecer alto. A sua interpretação, porém, permite perceber dois resultados opostos, um negativo e outro mais positivo. Em relação ao primeiro, é preciso reconhecer que pelo porte da cidade ainda precisamos percorrer um longo caminho para colocá-la entre as principais do Estado mais rico da Federação. De acordo com o levantamento, apesar de sermos o 21º município em número de habitantes, ocupamos apenas a 57ª colocação quando se trata da arrecadação de ICMS.

No entanto, se compararmos esses dados com aqueles experimentados pela cidade no ano passado, vamos perceber que evoluimos bastante. Em nove meses desse ano (até setembro) a cidade recebeu R$ 84 milhões de repasse do governo, contra R$ 83 milhões durante todo o ano de 2011, um crescimento que mostra muito bem o desenvolvimento da economia francana.

Dentro desse contexto, cabe sim o otimismo, mas com uma evidente moderação. É notória a diversificação de nossa economia, com o surgimento de novas indústrias e a intensificação do comércio e do setor de serviços. É fácil perceber também a diminuição da informalidade, o crescimento do número de empresas, da população, do nível de emprego e da área cultivada, o que faz com que a cidade gere mais riquezas e impulsione as pessoas ao consumo.

No entanto, não podemos esquecer que nossa região é ainda uma das mais pobres no Estado. Como nossas principais indústrias utilizam-se de mão de obra intensiva e pouco escolarizada, a média salarial de nossa cidade é bem menor do que outras que são praticadas em cidades de mesmo porte ou até menores do que Franca, o que obviamente acaba dificultando ainda mais a formação de nossos recursos humanos e atrasando o investimento necessário em tecnologia.

Mas, de qualquer forma, não podemos deixar de comemorar. A economia, assim como a história e a cultura, não muda da noite para o dia. Ao contrário, as três acompanham a lentidão das mudanças mentais que ditam o nosso comportamento. Em função disso, é de justiça reconhecer que todo o passo, por menor que seja, é importante para compor a caminhada.