08 de julho de 2026

E aí, foi bem?


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No domingo, milhares de estudantes foram à Unifran enfrentar o temido Enem

E acabou. Anos de muito estudo e sacrifício foram testados por um exame que exigiu muita concentração, paciência e resistência física de mais de 4,2 milhões de pessoas em todo o Brasil. A grande maioria anseia por uma vaga em alguma das mais de 70 instituições federais de ensino superior. Outros estavam lá como “treineiros”, apenas se preparando para enfrentar a prova efetiva quando o tempo certo chegar.

Verdade que os dias do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) já passaram, mas até sair o gabarito com as respostas corretas das provas e também as colocações individuais de cada um dos participantes, ninguém ficará em paz. É um pesado jogo psicológico causado por 180 questões, uma redação e o sonho de entrar em uma boa universidade.

Sabendo do tamanho e da importância deste assunto, principalmente para o público jovem, o Se Liga dedicou um grande espaço para o Enem e, principalmente, para aqueles que precisariam destrinchar o exame. Com esta já são três matérias voltadas para os mais de 11 mil inscritos em toda a região de Franca.

Uma das que prestaram a prova foi a estudante Ana Helena Taveira Rodrigues Alves, 17, que contou como ela estava se sentindo e se preparando às vésperas do primeiro grande dia. Na ocasião ela estava relativamente calma, sentindo apenas aquele frio na barriga característico. “É praticamente um alívio já ter feito a prova e toda aquela tensão ter ido embora. Agora o que fica é a curiosidade para saber os resultados, e se eles são suficientes para entrar em alguma Federal”, revela a estudante do terceiro ano do ensino médio que quer fazer Engenharia Civil na USP de São Carlos.

Ana Helena também revela que sentiu a diferença na montagem das questões. “Achei a prova esse ano um pouco diferente do que as anteriores. Algumas coisas continuam as mesmas: textos enormes e muita interpretação. Porém, caiu muita Filosofia e Ciências Humanas, na minha visão, estava um pouquinho mais complicado”, disse.

Já Guilherme Borges, 16, acha que a parte de matemática pode derrubá-lo. “Sei que meu problema são os números. Não me dou bem com contas e afins. Tomara que meus acertos nas outras áreas do exame me salvem”, revela. Agora Guilherme precisa esperar para saber se sua nota será o suficiente para lhe garantir uma vaga em algum curso de Psicologia. “Talvez a redação seja minha salvação”.

Agora chegamos a uma das surpresas do Enem deste ano. O tema da redação, que pegou muita gente de surpresa. “Não tinha nem ideia do que era o ‘Movimento Imigratório para o Brasil no Séc. 21’. Tive o primeiro contato com os textos que eles mostram para nos ajudar. Fiz minha redação me baseando somente nisso”, afirma Bruno Mendez, 17. “No resto acredito que fui bem. Agora é esperar para ver o estrago causado por esta redação”, diz Bruno, que quer fazer Engenharia Ambiental em alguma instituição não definida. “A redação foi sim uma surpresa. Cheguei a ler vários comentários sobre temas que professores apostavam para a prova desse ano, e não tinha ainda escutado nenhum palpite sobre Imigração’, acrescenta Ana Helena. “A coletânea, mesmo que pequena, abordou bem o tema e ajudou na hora de fazê-la”.

Uma parte desta ansiedade vivida por Ana Helena, Guilherme, Bruno e por milhares de outras pessoas já será amenizada amanhã, quando o gabarito oficial for divulgado no site do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Assim os candidatos poderão conferir o número de questões que acertaram. Contudo, a pontuação final ainda não estará disponível, já que o Inep utiliza uma maneira própria para calcular o valor atribuído para cada questão. A nota individual será divulgada no dia 28 de novembro, também no site do Inep (www.inep.gov.br), mediante inserção do número de inscrição e senha. Até lá você só pode descansar e/ou se preparar para os vestibulares isolados. A vida não é fácil, mas em caso de aprovação, começará a ficar mais animada. Boa sorte!


7 CASOS QUE VIRARAM NOTÍCIA

Em meio a tanta correria, euforia e caos causados pelo Enem, algumas histórias muito bizarras acabaram se transformando em notícia em todo o país. Graças ao aspecto pitoresco de alguns destes “causos”, o site de humor Não Salvo (www.naosalvo.com.br) elegeu algumas delas. Leia e pense que poderia ter sido pior.

Pedro Lorin foi um dos primeiros a sair da prova em um dos locais do Rio de Janeiro. Quando os jornalistas o questionaram, a resposta foi um show. “Sou um gênio e pra mim essa prova foi mamão com açúcar, moleza na represa”.

A estudante Carolina Weiber perdeu a prova e o culpado de tudo, segundo a jovem de Vilhena, em Rondônia, foi seu pai. O motivo? Ele só foi levá-la ao local da prova depois que terminou de assistir a transmissão da Fórmula 1.

Um promotor de eventos do Rio de Janeiro perdeu a prova pois ficou no “Baile do Shortinho” até às 7 horas de sábado.

Também no Rio de Janeiro, uma das primeiras candidatas a deixar um dos recintos confessou que confiou somente na sorte. “Chutei todas as questões”, resume Andressa da Silva, que afirmou estar cansada por passar a noite anterior em uma festa.

Em Salvador, o atraso da aluna Adriele Almeida foi causado pela mãe, Sivalda Santos. O motivo? “Fomos fazer uma oração e eu perdi a hora”, confessou a mãe.

Ainda no Rio de Janeiro, a estudante Alice Garcia ficou quatro horas dentro da sala enquanto enfrentava o primeiro dia de Enem. Ela respondeu a maioria das questões, mas se esqueceu de um pequeno/grande detalhe. “Fiz o impossível: esqueci de marcar o cartão. Estava muito nervosa, passando mal, exausta e entreguei a prova sem perceber”.

Por fim temos o famoso “Neném do Enem”. Em Sidrolândia (MS) a estudante Pâmela de Oliveira Lescano, 17, deu à luz momentos antes de entrar na sala para prestar o exame. O parto foi feito dentro do banheiro da escola.


27,9% MENOS CONCORRENTES

O maior vestibular do Brasil teve, em todo o país, mais de 5,7 milhões de inscritos, um recorde. Grosseiramente falando, todas essas pessoas são suas concorrentes e muitas delas querem a mesma vaga que você.

Porém, se este foi o vestibular com o maior número de inscritos da história deste país, também bateu o recorde no número de abstenção. Segundo o MEC (Ministério da Educação), foram 27,9% de pessoas que deixaram de fazer a prova por motivos particulares (veja no quadro ao lado alguns bem bizarros).