A poluição é um problema sério para o futuro do planeta. Sem nenhum catastrofismo, é natural imaginar que se nada for feito para reverter o modus operandi das sociedades nos dias de hoje, o planeta não conseguirá reciclar os resíduos que atualmente são produzidos por mais de seis bilhões de pessoas, seja em suas residências, nas indústrias, em seu consumo diário ou em seus veículos automotores.
A conta é simples. Como a população aumentou muito, assim como o consumo de conveniência e de bens não mais tão duráveis como antigamente, a Terra precisaria de mais tempo para transformar todos os resíduos que hoje são depositados em vários cantos do planeta.
É claro que a tecnologia poderá ajudar a resolver esse problema, como ajudou em relação à falta de alimentos que se presumia no final do século XIX, em função do exponencial crescimento da população mundial. Porém, antes que surjam essas tecnologias, seria fundamental e imprescindível trabalhar a conscientização das pessoas em relação à responsabilidade que cada um deveria ter perante a quantidade de lixo e resíduos que produz.
Mas o que estamos vivenciando, infelizmente, não é bem isso. Ainda vemos muitas pessoas jogando lixo pelas ruas impunemente e muitos veículos circulando sem as mínimas condições de estarem em operação. No caso específico desses veículos, a questão torna-se ainda mais complexa, pois não é novidade para ninguém que muitas pessoas das camadas de mais baixa renda só conseguem adquirir veículos velhos, desgastados e baratos, seja para lazer ou para trabalho, o que aumenta ainda mais os problemas relativos ao meio ambiente.
Como toda máquina, esses veículos têm vida útil, após a qual começam a apresentar vários problemas de desgaste em suas peças. Porém, por falta de recursos ou por desleixo, seus proprietários acabam se descuidando da manutenção e dos cuidados que deveriam ser cada vez mais frequentes e continuam utilizando esses veículos por nossas ruas e avenidas, espalhando poluentes pelas narinas de toda a população.
Obviamente, essa situação precisa ter um fim. Se as pessoas não têm condições de cuidar de seus carros, então não deveriam nem comprá-los.
No fundo, não são as sacolinhas plásticas, os veículos automotores, as indústrias ou o consumo os grandes problemas da poluição por si só. O problema está no homem e na forma como ele consome e se utiliza de todos esses produtos e serviços. Se todos têm direito às compras, têm também o dever de cuidar adequadamente de seus resíduos. Se todos têm direito a ter um veículo automotor, seja para o lazer ou para o trabalho, têm também o dever de cuidar de seu ‘estado de saúde’. E se a conscientização não está funcionando, então que entre em campo a penalização.