Dizem que depois da ascensão vem a queda e esta máxima ilustra perfeitamente a matéria que você está lendo agora, possivelmente com lágrimas nos olhos. Sim, meus amigos, é verdade. Os maiores especialistas na área tecnológica já cravam que os videogames estão com seus dias contados.
Notícia esta que causa muito estranhamento em quem acompanha esse universo de perto. Os gamers espalhados pelo mundo nunca foram tão numerosos, o mercado nunca vendeu tanto, as críticas diminuíram radicalmente e novas tecnologias amplificam a experiência do jogador. A última geração de consoles vendeu mais do que previa a mais otimista das previsões. Microsoft, Sony e Nintendo juntas colocaram mais de 225 milhões de consoles em lares ao redor do globo desde meados de 2006. Isso sem mencionar a venda de jogos que, apesar da pirataria, rende boas somas para os cofres das produtoras.
Então, por quê? Que espécie de mundo cruel é esse que finaliza uma indústria tão poderosa e ainda priva os seres humanos de se divertir?
Calma. Essa notícia não é tão triste quanto aparenta. Resumidamente falando, o fim dos consoles acontecerá por dois motivos. O primeiro é que a própria engenharia deles não permite um avanço maior. “Os consoles, em termos de como estão operando e como envolvem o jogador com o mundo, estão falhando”, resume Mark Kern, chefe do departamento de games da Red 5 Studios. “O modelo do console está aprisionado em toda a mentalidade da ‘caixa’, aquela antiga ideia de pagar R$ 180 por um jogo e ir jogar. Sem mais nada”.
O diretor conta que os games do futuro vão ultrapassar todos estes limites e usarão a internet de uma forma impressionante, com tudo realmente conectado. Só que isso ainda vai levar um tempo para acontecer.
O segundo fator que acabará com a “era dos consoles” está no seu bolso. Bem, não exatamente este modelo, mas você entendeu. “Todos que estão prestando atenção percebem que as placas tectonicas da indústria dos games estão tremendo muito”, comenta David Reid, diretor da CCP Games. “Todo o modelo está entrando em colapso.” O motivo? A noção dos chefes desta indústria de que, em breve, um tablet e um smartphone terão a potência gráfica dos consoles. “Os dispositivos móveis são o futuro. Atualmente eles já vendem bons volumes com preços bem abaixo do normal ou até mesmo de graça”, afirma Mark Kern. Isso acontece devido a exclusão da fabricação e transporte dos títulos, o que barateia o custo de produção. “A integração entre diversos aparelhos é a chave para uma experiência controlada pelas produtoras através da internet. São avanços que ainda não conseguimos imaginar com precisão, mas sabemos que estão acontecendo.”
Uma outra linha aponta para uma integração assombrosa entre televisão e o tablet. O que irá garantir aquela fantástica experiência de se jogar no sofá e jogar videogame durante horas.
Melhor aproveitar, pois após o lançamento do Nintendo Wii U, em novembro, a Sony e a Microsoft não devem tardar em apresentar seus modelos e completar o leque completo da nova, e talvez última, geração de consoles tal qual nós conhecemos.