08 de julho de 2026

Era previsível


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Antes mesmo do quadro político em Franca ficar definido com os partidos escolhendo seus candidatos, tive a oportunidade de dizer informalmente, a alguns amigos e colegas professores da Faculdade de Direito de Franca que o escolhido na prévia do PSDB teria grandes chances de ser o prefeito de Franca.

Evidente que a minha opinião naquele momento não era um exercício de futurologia, até porque não tenho, desenganadamente, o dom da premonição. Em verdade, minha análise naquele momento estava pautada única e exclusivamente no fato objetivo e incontestável de que o governo Sidnei Franco da Rocha contava com uma aprovação popular próxima de 90%, percentual medido por diferentes institutos de pesquisa.

Vislumbrava, assim, antes mesmo da definição do quadro político, a possível reedição em Franca do que ocorreu no cenário nacional com a sucessão do presidente Lula, e a consequente eleição da presidenta Dilma Rousseff. Ela, assim como Alexandre Ferreira, não havia sido testada pelas urnas eleitorais, porém, colheu os dividendos políticos do governo de Lula que, igualmente a Sidnei, contou com ampla aprovação popular.

Durante doze semanas da campanha eleitoral, o então candidato Alexandre Ferreira esteve atrás nas pesquisas em, pelo menos, oito semanas. O candidato tucano saiu de algo próximo de 7% no início da campanha eleitoral no rádio e na televisão, para ganhar o primeiro turno com 38% dos votos válidos, e vencer o segundo turno com cerca de 57%.

É evidente que o maior cabo eleitoral de Alexandre Ferreira foi, sem dúvida, a indiscutível aprovação do povo francano aos dois mandatos do PSDB.

Não se pode desprezar também, sob pena de injustiça, como contribuição importante para a vitória tucana, a determinação e a vontade de vencer de Alexandre durante a campanha. Ele e o vice Baldochi acordavam cedo e dormiam tarde. Não mediram esforços, pois onde tinha um eleitor, eles se faziam presentes.

A situação dos concorrentes ainda se complicou mais com notório erro estratégico das campanhas dos outros seis candidatos. Todos eles tentaram, obviamente que em vão, desqualificar a administração Sidnei Rocha. Ora, negar o óbvio é o mesmo que dar murro em ponta de faca. É claro que vai se cortar. O interessante é que o erro nas campanhas era percebido por todos e pontuado sistematicamente pela mídia, porém, inexplicavelmente, o notório equívoco foi mantido nos dois turnos da campanha eleitoral.

Agora, vamos torcer para que Alexandre Ferreira faça o melhor possível para nossa cidade, pois ele será o prefeito de todos e não apenas dos que votaram nele. Além do mais, contará com ampla maioria na Câmara dos Vereadores. Terá, assim, ampla e confortável governabilidade.

Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca