10 de julho de 2026

Franca ‘perde’ 1.554 migrantes em 10 anos, revela estudo do IBGE


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O designer Guilherme Ferreira, que trocou São João Batista do Glória (MG) por Franca

Caiu o número de migrantes de outros Estados em Franca. Em uma década, são 1.554 migrantes a menos. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que em 2000 havia 72.664 migrantes no município, o que representava, na época, 25,2% da população. Já o Censo 2010 revelou que os migrantes em Franca somam 71.110 pessoas, o que corresponde a 22,3% dos 318,6 mil habitantes da cidade.

O Censo ainda não disponibilizou os dados por municípios do Estado de São Paulo, o que torna impossível a contabilidade de pessoas que migraram de outras cidades paulistas para Franca.

O Estado que mais fornece migrantes para Franca é Minas Gerais, com 49,4 mil ou 69,5% do total. Da Região Sul, os paranaenses são maioria na cidade, com 7,7 mil migrantes (10,9% do total). Os migrantes da Região Centro-Oeste são representados, em sua maioria, pelas pessoas nascidas em Goiás: são 2,5 mil ou 3,5% do total. Da Região Nordeste, o maior número de migrantes vem da Bahia, com 2,4 mil pessoas (3,4% do total). A cidade conta ainda com 457 estrangeiros e 652 habitantes sem especificação de local de origem.

O designer Guilherme Israel Ferreira, 23, se mudou para Franca no ano de 2008. Natural de São João Batista do Glória (MG), Ferreira passou a morar no município durante o período de faculdade. “A princípio, eu vim só para estudar, mas percebi que existe um bom mercado para o design em Franca. Durante a faculdade eu já consegui um estágio e pude me estabelecer na área.”

Ferreira, formado há um ano, trabalha em uma produtora de vídeos. Agora, quer se profissionalizar ainda mais em Franca. “Quero crescer, fazer outros cursos de aprimoramento e depois, quem sabe, me mudar para uma cidade maior.”

Natural de Capitólio (MG), João Batista Machado, 50, resolveu sair da cidade mineira aos 18 anos para tentar crescer na vida. Morou em várias cidades do litoral de São Paulo, e passou os últimos 20 anos na capital paulista. Em abril deste ano, decidiu se mudar para Franca, cidade onde já moram três irmãs dele. “A vida em São Paulo estava difícil. Era tudo muito corrido e eu já não estava ganhando muito dinheiro. Então falei com minha irmã, Vitória, e ela me recebeu na casa dela”, explica.

Nesses seis primeiros meses no município, Machado ainda não conseguiu emprego fixo. Recuperado do alcoolismo, o pedreiro quer recomeçar a vida em Franca e trazer a mulher, que ficou em São Paulo, para morar com ele em Franca. “Por enquanto estou sem muitas opções para trabalhar, mas vou continuar na luta para conseguir ficar por aqui”, diz.

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