Os assassinatos em Franca dispararam neste ano na comparação com 2011. Os 15 homicídios registrados desde janeiro representam um aumento de 166%, ou seja, mais que o dobro dos 6 contabilizados de janeiro a outubro do ano passado. As mortes deste ano, aliás, já superam o total do ano passado, quando, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública), houve 9 casos.
Das mortes registradas este ano, seis foram por disparos de armas de fogo e quatro em decorrência de facadas. Houve um caso em que, além de tiros, a vítima também recebeu facadas, e outro em que uma mulher foi assassinada com o uso de facão e enxada. Ocorreram ainda homicídio por estrangulamento e outro por pauladas. O caso da jovem encontrada morta no último dia 19 de outubro, no Jardim Integração, foi registrado como homicídio, mas a polícia aguarda exames para saber a causa da morte.
Os números que constam nas estatísticas da SSP seriam ainda maiores se fossem computados os francanos assassinados e cujos corpos foram encontrados em cidades vizinhas. Restinga, por exemplo, foi o município de desova de quatro corpos: dois em fevereiro, um em março e um em junho. Os agentes da Divisão de Homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) já esclareceram três dos quatro crimes.
INVESTIGANDO
Dos 15 homicídios do ano, a DIG já esclareceu 11. Os que ainda estão sob investigação ocorreram este mês, que foi o mais violento com quatro ocorrências.
O último caso foi registrado na noite da última sexta-feira: Cidesvaldo Macarou, 32, foi morto a facadas perto de um bar na Vila Sebastião. O criminosos fugiu sem ser identificado.
O caso do sapateiro Ederley Custódio de Oliveira, 31, morto com 12 tiros no Jardim Aeroporto na madrugada do dia 9, também segue sem solução, segundo o delegado Márcio Garcia Murari. Já o trabalho para esclarecer o assassinato do comerciante Marcelo Henrique Barbosa, 34, morto com cinco tiros no dia 14, no Jardim Boa Esperança, está na fase final. “Já temos um suspeito e em poucos dias estará totalmente esclarecido”, disse Murari.
O esclarecimento da morte de uma jovem de 17 anos ocorrido no dia 19 depende de exames, já que legistas não encontraram marcas de violência em seu corpo.
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