09 de julho de 2026

Polícia apreende meio milhão em contrabando


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Investigadores organizam parte dos produtos apreendidos

Agentes do 3º Distrito Policial, comandados pelo delegado Leopoldo Gomes Novais, apreenderam no final da manhã de ontem, aproximadamente, meio milhão de reais em equipamentos eletrônicos - a maioria ligada à telefonia móvel. Os policiais trabalhavam na investigação de tráfico internacional, quando chegaram a uma moradia no Residencial Moreira Júnior. No local, eles se depararam com a fortuna em produtos. Uma pessoa, que seria funcionário do proprietário da casa e do contrabando vindo do Paraguai, foi detido, interrogado e liberado.

A polícia tinha informações de que um comerciante da zona norte estaria envolvido com a compra de drogas no Paraguai e a revenda em Franca e região. Investigações levaram a equipe do 3º DP ao Residencial Moreira Júnior, onde, supostamente, haveria um grande carregamento de entorpecentes.

Com mandado expedido pela Justiça, o delegado Novais comandou as buscas na casa do suspeito. Na chegada, os policiais se depararam com o imóvel fechado. O local foi arrombado e no interior, o que encontraram, foi um grande carregamento de produtos eletrônicos.

A maioria - 1.800 peças - era acessório para celulares, como carregadores e baterias. Aparelhos celulares apreendidos somaram 451, todos de última geração, de marcas tradicionais, avaliados entre R$ 800 a R$ 1 mil cada. Havia ainda 29 modens, oito GPSs, um televisor de 51 polegadas, um home-theater e um aparelho DVD para carro.

A casa tinha um cofre. Para abri-lo, a polícia chamou um chaveiro. No interior, foram encontrados mais de R$ 83 mil em cheques, a grande parte, segundo a polícia, de proprietários de lojas. Um rapaz que chegou durante a operação foi detido e, como ficou comprovado que ele não era o proprietário, depois de ouvido no 3º DP, foi liberado.

O delegado Novais tenta localizar o responsável pelas mercadorias. Após sua identificação, ele deverá responder a inquérito por descaminho e a processo na Justiça Federal. Os objetos apreendidos passarão por perícia no IC (Instituto de Criminalística) e, posteriormente, serão encaminhados para a sede da Receita Federal, em Franca.