A travessia da avenida Antônio Barbosa Filho rumo à Escola Estadual “Mário D’Elia”, no Jardim Consolação, tem se tornado uma aventura perigosa para os estudantes. Os motoristas não respeitam a faixa de pedestre existente no local e colocam em risco a vida de centenas de crianças e adolescentes que fazem o trajeto. A reivindicação é para que um semáforo seja instalado no trecho. Na última semana, um menino de 13 anos caiu no córrego e uma menina de 12 ficou ferida ao serem atingidos por um carro quando atravessavam a avenida.
O caminho é utilizado diariamente por estudantes e moradores das imediações do Jardim Francano que precisam ir até o outro lado da avenida para chegar à escola. Os horários com maior movimentação são pela manhã, pouco antes das 7 horas, no intervalo do almoço, entre meio-dia e 13 horas, e no final da tarde, após as 18 horas.
“Depois do que aconteceu, a gente fica mais preocupada, porque ninguém para mesmo com a faixa de pedestre”, disse a aluna Dara Oliveira, 15, do 9º ano da escola. A amiga Brennda Cintra, 15, engrossa a reclamação. “Precisamos atravessar correndo ou em grupo. Seria bom se colocasse um semáforo.”
No caso da diarista Jeane Cristina Melo, a preocupação é tamanha que ela leva e busca a filha de 12 anos. “Aqui é perigoso até para adultos, imagina para uma criança. Os carros passam correndo e não respeitam a faixa”. Jeane também acredita que a única solução seria a instalação de semáforo ou redutores de velocidade.
A ESCOLA
O diretor da Escola Estadual “Mário D’Elia”, Daniel Aparecido Gonçalves, disse que a instituição tem 982 alunos e 30% deles moram nas imediações do Jardim Francano e necessitam cruzar a avenida para ir à escola.
Ele reconhece o perigo da travessia e adiantou que conversará com os pais durante reunião no final do mês para saber a opinião deles. “Talvez um semáforo possa resolver o problema, pois somente a faixa é insuficiente.”
Gonçalves disse ainda ter feito, em outras ocasiões, pedido no setor de trânsito para que a rua Peru se torne mão única. “A gente já fez diversos apelos, mas não fomos atendidos. Houve mudança no trânsito da região, mas não colocaram sentido único na porta da escola.” Na escola, o diretor disse existir trabalho interno sobre trânsito com os alunos da 5ª e 6ª séries do ensino fundamental.