A indústria da moda é um dos setores mais poderosos e influentes do mundo. Ela movimenta bilhões de dólares anualmente e diz o que você deve ou não vestir, usar e comprar. Toda esta máquina fashion emprega milhares e milhares de funcionários ao redor do planeta. Desde aquele agricultor que planta o algodão até críticos de moda que estudam e vivem para analisar as criações de estilistas. Tudo isso sob a sombra glamourosa das grandes grifes mundiais.
Porém, assim como em uma guerra, existem aqueles soldados que ficam na linha. No final das contas, são estes belos profissionais que vestem a armadura e vão para a batalha para serem bombardeados por flashes inebriantes e críticas impiedosas que não aliviam nenhum detalhe. Esse é o simples trabalho dos modelos. Ou nem tão simples assim.
Estes homens e mulheres que abdicam de quase todos os prazeres da vida com o objetivo de chegar ao pico da beleza. Garantir que nenhuma gordura exista no corpo, manter a pele linda e saudável, dormir pouco, viajar muito, não comer besteira, fazer muito exercício e por aí segue uma vasta lista de sacrifícios. O interessante é que, apesar de tudo isso, o sonho de ser uma top model e desfilar pelas passarelas mais importantes do mundo da moda seduz milhões de pessoas.
E uma modelo conhecida internacionalmente saiu de Franca e voltou recentemente por uma semana para ver amigos e a família. Conheçam Paula Coelho, 24, que vive em Israel, mas ontem foi para os Estados Unidos trabalhar por dois meses. Claro que o Se Liga não poderia perder a chance de conhecer de perto a beldade, concorda?
Olha que interessante. Apesar de rodar o mundo e viver conectada com a moda, sabe o que ela faz quando vem a Franca? “Estou sempre em Franca, amo essa cidade, e seu desenvolvimento, por ser a capital do calçado, uma de minhas paixões. Sempre encontro tudo o que procuro aqui”, revela Paula, que frequenta as passarelas há sete anos. “Comecei (a carreira) em 2003 quando fui vencedora de um concurso de beleza em minha cidade (Cristais Paulista, onde foi criada), daí então o sonho apareceu e em 2004 entrei no curso de modelo da Boni Produções, que tenho orgulho de ter feito parte e fazer parte ainda em todas as minha vindas ao Brasil. Após esse processo, quando completei 18 anos, fui para São Paulo e de lá encaminhada aos trabalhos internacionais”, lembra.
Para ficar mais próxima do mercado em que atua, Paula foi para Israel, onde garante, vive uma vida tranquila, há cerca de três anos. “Consigo conciliar o trabalho com minha vida social sempre. É um país seguro e que tem uma cultura muito rica. Os trabalhos são sempre para grandes marcas e giram em torno de desfiles e campanhas publicitárias, basicamente”, diz Paula. Com esses trabalhos, ela consegue faturar, em média, US$ 5 mil por mês. O dinheiro, logicamente, é uma das maiores vantagens de se trabalhar no mercado internacional. “A situação financeira é bem melhor em relação ao Brasil e ainda tem o bônus de estar em grandes eventos e desfiles. A parte difícil é trabalhar em países onde a língua é muito diferente e, claro, a distância da família”, explica a modelo.
Uma das desvantagens desta carreira é que ela tem uma data de validade muito curta. Quando os sinais da idade começam a surgir, fica difícil para estes profissionais arrumarem algum trabalho, mas Paula já sabe o que quer fazer quando abandonar as passarelas. “Pretendo continuar no meio artístico e amo estar frente às lentes. Futuramente, pretendo entrar para a TV, sendo apresentadora”, afirma. E cuidado, marmanjos de plantão, ela está comprometida, mas não pretende casar no momento. “Tenho um namorado israelense, mas, por enquanto, não pretendo casar por me achar nova ainda. Futuramente, pretendo ter um casal de filhos e vários cachorros”.
Para finalizar, aquele conselho precioso de Paula para quem sonha em viver nas passarelas: “Manter a cabeça sempre focada, não se deixar influenciar por ninguém, pois, apesar da beleza que a profissão traz, os riscos também são muito grandes”.