09 de julho de 2026

Polícia faz megaoperação na cadeia


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Agentes da Polícia Civil no corredor da cadeia do Guanabara observam as detentas no pátio do presídio

A Polícia Civil, na manhã de ontem, “tomou de assalto” a cadeia do Jardim Guanabara, transformada em presídio feminino em setembro de 2010. A operação pente-fino foi uma resposta do diretor da unidade, delegado Eduardo Lopes Bonfim, a um princípio de rebelião ocorrido terça-feira. Aproximadamente 70 policiais participaram da ação. Nas revistas íntimas e nas celas, foram apreendidos drogas, 46 aparelhos celulares, chips, carregadores e facas. Duas detentas foram autuadas em flagrante por tráfico (leia texto nesta página). O trabalho durou pouco mais de uma hora e não houve registro de tumulto.

Em abril de 2010, após a transferência de cerca de 400 presos para o CDP (Centro de Detenção Provisória), a cadeia do Guanabara foi reformada para receber as presas da cadeia feminina de Batatais. A chegada dos “novos moradores” ocorreu cinco meses depois. A operação de ontem foi a primeira do porte realizada no local.

“Estávamos programando um pente-fino a qualquer momento, mas após o que ocorreu terça-feira, resolvemos antecipar a operação”, revelou Bonfim. Segundo ele, as detentas se revoltaram com a chegada de duas acusadas de crimes sexuais e tentaram arrombar a cela onde elas estavam. “O pessoal da carceragem que estava de plantão e a equipe da administração entraram no complexo, houve enfrentamento, mas conseguimos controlar a situação”, disse.

Como medida de punição, o delegado Bonfim suspendeu as visitas por duas sextas-feiras (ontem e a próxima, dia 26) e reduziu o período de banho de sol de oito para duas horas, por 15 dias.

A ação ocorrida ontem foi o que o diretor da cadeira classificou como um “recado” às detentas. “Aqui tem um diretor que respeita os direitos delas, mas que também exige respeito. A cadeia tem comando e este comando não vai aceitar nenhum ato de insubordinação.”

A tomada do presídio foi realizada por 12 policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais) fortemente armados e outros 60, entre eles várias femininos, que ficaram responsáveis pelas revistas íntimas e das celas.

A cadeia feminina tinha, ontem, 135 detentas divididas em duas alas com oito celas cada. A maioria (107) está presa por tráfico ou associação para o tráfico. Dez respondem por furtos; outras sete, por roubos; cinco, por tentativa de homicídio ou homicídio; e quatro, por violência sexual. Há ainda uma acusada de sequestro e outra, de estelionato.