Os relógios devem ser adiantados em uma hora na virada deste sábado para domingo. À meia-noite, começa a 42ª edição do horário de verão no Brasil. De acordo com a CPFL Paulista, a estimativa de economia será de aproximadamente 77.003 MWh (megawatts por hora) ou 0,7% no consumo de energia elétrica nas 234 cidades que atende no Estado de São Paulo. Este volume é suficiente para suprir as necessidades de Franca por 41 dias.
O objetivo da medida é aproveitar mais a luz solar e, desse modo, diminuir a demanda de energia elétrica no horário de pico do consumo, das 18 às 21 horas. “Ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se por um período maior o momento de entrada em funcionamento desses equipamentos (que utilizam eletricidade nas residências). Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no momento que o sistema atinge o seu pico de carga coincidente”, informa uma nota à imprensa divulgada pela CPFL Paulista.
Neste ano, o horário de verão será adotado pelos Estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal, além do Tocantins, na região Norte. Participam, ao todo, 12 Estados. Os relógios só vão ser atrasados em uma hora 119 dias após o início do horário de verão, no dia 16 de fevereiro de 2013.
O horário de verão é polêmico e divide opiniões. O chanfrador Ronaldo Rodrigues Filho, por exemplo, gosta de ter uma hora a mais de luz. “Posso jogar uma bola e tomar uma cerveja de dia ainda”, ressalta. Já o cortador Wesley Lander de Oliveira diz que odeia o novo horário, porque ele acaba acordando cansado com a mudança. “A gente se acostuma a dormir onze horas, aí, com o horário, passa a dormir meia-noite e dorme menos.”
BRASIL
Os Estados do Norte (exceto o Tocantins) e do Nordeste não costumam aderir ao horário de verão. Para eles, adiantar em uma hora seus relógios não permite um melhor aproveitamento da luz natural, por causa de sua posição geográfica. Já a Bahia, que havia participado da edição de 2011, vai manter os relógios inalterados neste ano, porque a população do Estado demonstrou insatisfação pelo sistema.