Uma semana após as eleições, tem muito candidato tentando até agora entender a derrota. A frustração é ainda maior quando o candidato é prefeito e concorria à reeleição. Por estar no poder, acreditavam que a vitória viria facilmente. Não foi o que aconteceu para quatro prefeitos da região.
O resultado das urnas foi cruel para os prefeitos José Dito (PSDB), de São José da Bela Vista; Donizete Montagnini (PSC), de Restinga e para os mineiros Juscelino Borges (PSDB), de Claraval, e Ana Cáris (PT), de Cássia.
Eles não estão sozinhos. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a taxa de prefeitos reeleitos neste ano foi o mais baixo desde 2000. Dos que tentaram continuar no cargo, 55% conseguiram, contra 65% nas eleições de 2008 e 58% em 2000 e 2004.
O prefeito de São José da Bela Vista concorreu à reeleição na expectativa de governar a cidade por mais quatro anos. Entrou na disputa contra Celinha Ferracioli (PTB). Para ele, a vitória seria tranquila. Seus planos foram frustrados ao receber 46,87% dos votos, contra os 53,13% de Celinha. “Fiquei bem surpreso. Mas o povo é soberano para decidir quem administrará a cidade e também é responsável pelas consequências que essa escolha trará para São José”, pontua. Quando deixar a Prefeitura, José Dito se dedicará à agricultura. Mas por enquanto, já que seus planos são claros: voltar em quatro anos.
O prefeito de Claraval (MG), Juscelino Borges (PSDB), também levou um susto no último domingo. “Eu tinha certeza de que venceria em razão do trabalho que realizei em Claraval.” Para Borges, o que pesou foi a diferença financeira entre as duas campanhas. “A minha foi modesta. Já o outro candidato usou trio elétrico e até helicóptero.” Ele fala de Juliano Diogo (PSD), que obteve 55,66% dos votos. Borges ficou com 44,34%.
Quem também começa a se despedir da Prefeitura é Ana Cáris (PT), que recebeu 43,02% dos votos. Seu adversário, Rêmulo Carvalho Pinto (PP), venceu a eleição com 56,98%.
Quem não quer saber de muita conversa sobre o resultado das eleições é Donizete Montagnini (PSC), que concorreu à reeleição em Restinga. Na disputa com outros dois candidatos, ficou em último, com 26,87% dos votos. Desde então, não atende a imprensa e pouco foi visto na cidade.