Altos e baixos se sucederam até que uma mudança da Federação Paulista inaugurou uma nova época no futebol do interior paulista. A adoção do profissionalismo e a criação da Lei do Acesso acirrou a rivalidade entre os clubes interessados em vencer a Segunda Divisão para poderem jogar contra os grandes da capital (Corinthians, Palmeiras, São Paulo) no Estadual. A partir de 1947 (primeiro ano da Lei do Acesso) o número de times participantes só cresceu. Em diversas oportunidades (1948, 1958, 1964, 1968, 1969, 1976), a Francana aproximou-se do título estadual. Contudo, sempre falhou. Em 1969, a desatenção com relação ao regulamento da competição impediu o acesso. No jogo final, o time bateu a Ponte Preta, de Campinas, por 3 a 1. Fez festa em campo e nos vestiários, mas dias depois percebeu que perdera a vaga no saldo de gols. Faltou um para que o sonho de mais de 50 anos se concretizasse.
Demorou sete anos para que uma nova formação dar esperanças à torcida. O time de 1976 era bom, mas também fracassou. Na temporada seguinte, a equipe reuniu uma geração mágica, capitaneada por um fora de série. Um negro esguio, rápido e oportunista - Assis - juntou-se a Geninho, Zé Mauro, Silva, Reinaldo, Brandãozinho, Zé Antônio, Gaspar, Manezinho e vários outros.
Em 4 de dezembro de 1977, a Francana derrotou o Araçatuba no Lanchão por 2 a 0, gols de Antenor e Zé Antônio, e conquistou uma vaga entre os melhores times de São Paulo. Houve muita festa na cidade: carreatas, ponto facultativo decretado pelo prefeito, jogo das faixas, expectativa em relação aos jogos envolvendo os grandes da capital no Lanchão a partir de 1978.
A participação francana na Divisão Especial em 1978 merece destaque. Como caçula, a equipe ficou entre os oito melhores da divisão, mas o maior destaque foi a torcida que fez do clube campeão de rendas do interior. A partir daí, a campanha do time piorou a cada ano. Até que em 1982, a Francana foi rebaixada ao empatar em 0 a 0 com a Ponte Preta em 5 de dezembro.