15 de março de 2026

Grupo dos 30 candidatos a vereador lanternas soma 295 votos


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Gabriela Roberta, a candidata mais jovem, terminou a disputa com 14 votos, mas disse que valeu a ‘experiência’

A disputa eleitoral para vereador em Franca consagrou 15 candidatos no último domingo. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) havia confirmado 274 candidaturas. Um grupo especial tem pouco a comemorar. Os 30 candidatos piores votados ficaram bem longe de conseguir uma das vagas. Estes postulantes à Câmara tiveram entre zero e 49 votos, somando, no total, 295, pouco mais de 5% do número de votos obtidos pela candidata mais votada, a ex-secretária municipal de Urbanismo e Planejamento Valéria Marson (PSDB), que teve 5.604 votos.

O baixo desempenho deste grupo que representa 11% de candidatos é justificado pelos partidos como uma “estratégia” para complementar a legenda que precisa de coeficiente mínimo de pessoas na disputa. O PSol, com oito “representantes” no grupo, é o partido com mais candidatos de baixo desempenho, seguido pelo PMDB com quatro, e PRB, com 3. As outras 15 candidaturas estão divididas entre 11 partidos.

O que também chama atenção é a quantidade de mulheres. Dos 30 candidatos, 20 são do sexo feminino. A lei 9.504 estabelece que cada partido ou coligação precisa preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Como a maioria dos partidos encontra dificuldades para preencher as vagas femininas, acaba lançando pessoas que não estão preparadas para a disputa eleitoral e isto reflete no quadro geral de votos.

Carlos Ranieri, presidente do diretório municipal do PTC e candidato a vice-prefeito na chapa de Marcelo Bomba, inscreveu a própria mãe, a dona de casa Maria Melo, para atender as exigências da lei. “Nosso partido é novo na cidade e tínhamos alguns nomes para candidatos a vereador, mas por falta de mulheres interessadas na disputa, lançamos dois nomes e registrei minha mãe para atender a cota de um candidato feminino para cada dois masculinos”, justificou Ranieri. A dona de casa, assim como outros dois candidatos, Piter Guimarães (PSol) e Jéssica dos Santos (PDT), não tiveram nenhum voto.

MOTIVOS DIVERSOS
A maioria dos candidatos se recusa a comentar o resultado das urnas. Os que falam apresentam diversos motivos. Roseli Vieira, a Rose (PSB), que somou 17 votos, alegou que não teve “tempo” para fazer campanha. Graziela Chinali (PT), que teve 41 votos, disse que se candidatou para ganhar “experiência”, assim como Gabriela Roberta (PRB), 14 votos. Adauto do Amendoim (PTB), 35 votos, declarou que a “culpa” foi da imprensa que divulgou sua prisão por falta de pagamento de pensão durante a campanha.