08 de julho de 2026

Pedreiro-do-espinhaço


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De vez em quando os biólogos descobrem um pássaro novo, ainda não catalogado. E, surpresos, tratam de mostrar a nova espécie ao mundo. Aconteceu no mês de julho deste ano, quando pesquisadores encontraram no cume das montanhas de Minas Gerais, a 1500 metros de altitude, um passarinho que tem o tamanho de um sabiá. Foi chamado de pedreiro-do-espinhaço. Os biólogos dizem que os parentes mais próximos dele vivem a milhares de quilômetros de Minas, nos Andes e na Patagônia.

O habitat do pedreiro-do-espinhaço, na Serra do Espinhaço, exibe uma vegetação única de rochas e plantas rasteiras adaptadas a altitudes elevadas. A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelos ornitólogos Guilherme Freitas, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues. Essa equipe levou anos até descobrir esse pássaro novo. São o canto e a plumagem diferentes que caracterizam a ave como espécie até agora desconhecida. Por ser raro e por morar em um habitat que pode desaparecer por causa das condições climáticas, há riscos de não ser mais visto no planeta, como outras espécies extintas.

Este habitat que pode deixar de existir é também chamado “campo rupestre”, formado por terreno pedregoso coberto de ervas e muita neblina. Nesse ambiente o passarinho caça invertebrados nas rachaduras das rochas. Também se alimenta de musgos, líquens e gramíneas. Se isso tudo desaparece, a ave vai junto, pois não tem como se alimentar.

O pedreiro-do-espinhaço não foi o primeiro pássaro ainda não catalogado ali descoberto. Por causa de suas condições particulares, o lugar serve de ninho para outras espécies animais e vegetais, ainda desconhecidas. De 1990 para cá, foram catalogadas ali mais três espécies de aves, o que é algo raro no mundo em que vivemos, onde quase tudo já foi descoberto.