15 de março de 2026

PSDB é o maior derrotado na região; confira o resultado no mapa


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Engler, coordenador regional do PSDB: reunião em São Paulo para discutir os resultados

Como no futebol, o resultado de uma eleição pode sempre surpreender. Foi o que aconteceu neste ano. Ao contrário do que se viu em 2010, quando a região de Franca se consolidou como um reduto tucano, o resultado da apuração das urnas no último domingo ficou muito aquém do esperado pelo partido. O PSDB, que mantinha nove das 23 prefeituras da região, assistiu seu domínio encolher. A partir do ano que vem, controlará apenas duas cidades. No máximo, três. Isso, na hipótese de Alexandre Ferreira vencer o segundo turno em Franca.

Com esta configuração, ficará atrás do rival PT, que manteve quatro prefeituras, e do PTB, que, com o acréscimo de mais uma cidade, também controlará quatro municípios.

Para o cientista político e professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Fernando Antônio Azevedo, o encolhimento do PSDB não é normal. “É muito difícil ver um partido consolidado em nível estadual, como é o caso do PSDB em São Paulo, perder tanto espaço em uma só eleição.”

Como uma eleição municipal envolve diversos fatores, é difícil apontar um motivo único para a redução do PSDB na região. “O que podemos dizer é que provavelmente houve algum problema interno na estratégia adotada pelo partido, como, por exemplo, a falta de apoio do diretório estadual ou mesmo nacional aos candidatos”, acredita Azevedo.

Outro fator apontado pelo especialista é a particularidade do pleito municipal, muito mais voltado para a realidade da cidade e o perfil do candidato do que à questão partidária. “A legenda perde peso na hora do eleitor decidir seu voto. O que conta é o que ele sabe sobre quem está na disputa”, disse.

Colaborou Barros Filho

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