Medidas recentes do governo federal deverão estimular o desenvolvimento de tecnologias que melhorem a eficiência de motores movidos a etanol no Brasil, que estacionou e vem até regredindo nos últimos anos
Aavaliação foi feita por pesquisadores em seminário internacional sobre aplicações do etanol para motores automotivos promovido em São Paulo pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Especialistas do Brasil e do exterior apresentaram resultados de pesquisas e discutiram áreas e oportunidades para motores movidos a biocombustíveis no País.
Segundo os especialistas, enquanto as tecnologias para melhorar a eficiência de motores movidos a gasolina no Brasil evoluíram muito, as voltadas para os motores a álcool estão “em ponto morto” e até deram “marcha ré” nos últimos anos. “Não estamos fazendo o que deveria ser feito com o álcool, que tem potencial para ter uma eficiência maior do que a gasolina”, disse Francisco Nigro, da Escola Politécnica da USP. Agora, a perspectiva é de mudar o quadro nos próximos anos em favor do etanol.
O chamado “regime automotivo” anunciado pelo governo federal acena com incentivos fiscais para montadoras com fábricas instaladas no país que investirem em pesquisa e desenvolvimento para a produção de veículos mais seguros, que consumam menos combustível e que emitam menos poluentes. As empresas mais beneficiadas serão as que atingirem em 2017 a meta de produzir automóveis com desempenho de 17,26 quilômetros por litro de gasolina e de 11,96 quilômetros de etanol. Hoje, a média de consumo de um veículo brasileiro é de 14 quilômetros por litro de gasolina e 9,7 quilômetros por litro de etanol.
Investimentos
Os países asiáticos formam o grupo dos maiores investidores diretos em São Paulo nos últimos quatro anos, segundo dados da agência estadual de fomento Investe São Paulo divulgados pelo Valor Econômico. Desde setembro de 2008, China, Coreia do Sul e Japão foram responsáveis pela instalação de 13 empresas no Estado, ante oito dos Estados Unidos, seis da Europa e oito de companhias brasileiras. O total corresponde a R$ 13,8 bilhões e 35 mil empregos gerados. A maior parte dos investimentos está em cidades num raio de 100 quilômetros em torno da capital. Das 35 empresas, 10 foram para a região de Campinas, oito para o Vale do Paraíba, sete para a região de Sorocaba, três para a região metropolitana da capital e duas para a Baixada Santista. A Investe SP diz que há um esforço do governo paulista para incentivar a instalação de grandes indústrias em cidades que ainda não são grandes polos regionais. São os casos de Porto Feliz, que recebeu a fábrica da Toyota, Guaratinguetá (AGC), Lorena (Comil) e Santa Bárbara d’Oeste (Denso). Na carteira em negociação para os próximos anos estão 64 projetos com perspectiva de mais R$ 29 bilhões, a maioria no Interior Paulista.
Apoio à agricultura
O governo federal estuda criar a Entidade Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) com o objetivo de apoiar a produção de alimentos e o desenvolvimento rural sustentável dos cerca de 5 milhões de agricultores familiares do país. A Casa Civil pediu sugestões aos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Atualmente o investimento federal no setor é de R$ 400 milhões. Por baixo, calcula-se que seriam necessários R$ 5 bilhões para tocar a nova empresa.
Deputados prefeitos
O Poder Executivo é sempre um atrativo para parlamentares. Nas eleições de domingo, quatro deputados estaduais elegeram-se prefeitos no Estado de São Paulo e vão mudar de cargo: em Catanduva, Geraldo Vinholi (PSDB); em Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB); em Barueri, Gil Arantes (DEM) e em Marília, Vinicius Camarinha (PSB). Com a eleição de Vinholi, Dilador Borges (PSDB), candidato derrotado em Araçatuba, assumirá vaga na Assembleia, já que era suplente. Outros quatro deputados estaduais disputarão o segundo turno. Em Mauá, concorrerão Donisete Braga (PT) e Vanessa Damo (PMDB). Em Santo André, Carlos Grana (PT) será concorrente. Em Jundiaí, Pedro Bigardi (PCdoB) concorrerá com o deputado federal Luiz Fernando Machado (PSDB). E Celso Giglio (PSDB) aguarda a Justiça Eleitoral para saber se disputará em Osasco.
Breves
* Serão 12 os municípios paulistas com eleição em segundo turno, dia 28: Campinas, Diadema, Franca, Guarujá, Guarulhos, Jundiaí, Mauá, Ribeirão Preto, Santo André, Sorocaba, Taubaté e a capital.
* Anunciada a conclusão de reforma do Aeroporto de Araraquara para receber voos comerciais a partir de janeiro de 2013.
* CPI na Assembleia Legislativa investiga supostas irregularidades praticadas em clínicas especializadas de reprodução assistida no Estado.
Wilson Marini
Jornalista – wmarini@apj.inf.br