10 de julho de 2026

Moradores do Zelinda reclamam de sujeira no bairro e ruas sem asfalto


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Proteção do córrego no Jardim Zelinda está destruída há mais de um ano. Trecho que liga o bairro ao Jardim Simões está sem asfalto e incomoda motoristas e pedestres que dependem da via

Com terrenos usados como depósito de lixo e até transformados em banheiro, trechos das ruas sem asfalto e falta de manutenção do campo de futebol, os moradores do Jardim Zelinda, na zona oeste da cidade, reclamam do bairro e dizem que se sentem abandonados.

Apenas um imóvel separa a residência da dona de casa Maria de Souza Passos, 70, de um extenso terreno baldio na rua David de Oliveira. A área, além de mato, abriga lixos como pedaços de isopor, sacos plásticos, tijolos, restos de comida e até fezes. O terreno é cercado, mas nem os arames impedem que a população arremesse lixo no local. “Tem uma mulher que junta cocô do cachorro num saco plástico e joga aqui no terreno. Tem gente que faz xixi ali. Esses dias fui no terreno e estava um cheiro horrível de urina”, disse a moradora.

Maria ainda reclama da falta de asfalto na rua onde mora. A pavimentação acaba no meio da via e o trecho da rua que segue para chácaras existentes no bairro está com terra e pedras. “A gente sofre com a falta de asfalto. Quando venta, a terra vem tudo para cá. É muito ruim para as donas de casa porque não para limpo. Limpo a casa de manhã e no fim da tarde, se passar o dedo na mesa e nas cadeiras, já está tudo com terra de novo.” A dona de casa escolhe os dias para lavar roupas claras. “Se estiver ventando muito, não pode estender as roupas porque se não saem marrom do varal.”

A poeira e sujeira são dois pontos que também incomodam a dona de casa Marta Aparecida Silva Ribeiro, 43. Ela mora no Jardim Zelinda com o marido e dois filhos há 17 anos. O córrego existente no bairro passa bem próximo da casa dela. As margens do canal estão tomadas pelo mato e lixo. Restos de entulho, sacolas e garrafas plásticas, papéis e outros materiais infestam o espaço. A grade de proteção do córrego está danificada há mais de um ano. “Aqui embaixo, no córrego, é um matagal só. E o povo põe fogo para limpar um pouco, mas aí a gente tem que aguentar a fumaça”, disse Marta.

Em frente à residência dela existe um campo de futebol, com um parque infantil com brinquedos de madeira ao lado. É a única área de lazer do Jardim Zelinda, mas os moradores reivindicam melhorias e manutenção dela. Gostariam que o campo fosse cercado com um alambrado e que ganhasse vestiários. As redes das traves do gol estão arrebentadas. “Tem que organizar esse campo e acabar com essa poeira. Quem sabe colocar grama.”

A área onde Marta mora tem outro trecho sem asfalto. Próximo à ponte do córrego, a via de passagem do Zelinda para o Jardim Simões está destruída. O fluxo de veículos e pedestres, inclusive estudantes, é alto. A sapateira Rosilda Alvino, 41, passa pelo caminho pelo menos quatro vezes ao dia. De manhã, quando segue de carona no carro do marido para o serviço, no intervalo do almoço - ida e volta - e no fim da tarde. É um sofrimento. “Incomoda principalmente quando chove que fica uma dificuldade atravessar por ali, cheio de buraco. Aqui é tipo uma avenida porque é passagem para muitos bairros, o Simões, o Distrito Industrial e o Dermínio, então precisava receber mais cuidado”, disse ela.

A Prefeitura promete visitar o bairro para verificar os problemas de sujeira e ausência de asfalto para tomar providências.