08 de julho de 2026

Não trabalha e nem estuda


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Não devemos nos espantar com a geração ‘nem nem’. Para quem conhece sala de aula, sabe muito bem de que se trata da primeira grande colheita da progressão continuada. Discursos vazios à parte, a verdade é que esse modelo de educação implantado pelos tucanos na rede pública paulista, concebe o aluno sob um modelo de perfeição, alguém que vai à escola sedento por novos e importantes saberes e munido de todo um projeto de vida. Essa tal progressão, idealizada para realidades anos luz distantes da brasileira, isenta o adolescente de qualquer responsabilidade com os próprios estudos e, covardemente, a depositar sobre os ombros dos professores. Com isso, alunos com boas intenções são abandonados e desestimulados (em benefício) dos que se preocupam apenas com atitudes desrespeitosas. Esses futuros ‘nem nem’ tendem a ter atrofia cerebral. A única coisa que fazem em sala de aula, é manipular celulares imbecilmente...
Dársio Batista
Franca - SP

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As escolas públicas de Franca e região estão lotadas de jovens perdidos, sem rumo, sem futuro. Grande parte filhos de pais separados, não tiveram lar, educação e respeito. Frequentam escolas com celular, caixinhas de som, cigarros, bebidas alcoólicas, drogas. Ameaçam, desdenham, desrespeitam os professores, são dissimulados, irônicos, destróem as escolas, mesas, ventiladores, portas, janelas, bebedouros. Prato e garfo que usam para a refeição do intervalo, jogam pelo chão, chutam (...). Para que escola pública serve? Você que tem um filho, tem coragem de colocá-lo em escola pública com este perfil? Seu filho corre grande risco de virar um vagabundo, marginal, drogado... Isto é o que a escola pública oferece.
Fernando
Franca - SP

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Levantamento de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que 11% do público jovem nem trabalha e nem estuda em Franca. Faço parte dos milhares de jovens francanos que compõem a população da nossa cidade e conheço a realidade. As escolas do município não atendem às necessidades desse universo juvenil. Nas instituições públicas ou privadas não há – em grande parte – estrutura adequada, laboratórios de química, física, biologia, ginásio poliesportivo, atividades extracurriculares e ensino técnico. Além disso, a cidade não tem nenhum instituto ou universidade federal. Se conseguisse melhorar a educação que presta a partir da estrutura, já seria um grande passo. Outro fator determinante que precisa ser alterado é a economia de base. Temos que diversificar o setor econômico e formar mão de obra qualificada. Isso não se faz da noite para o dia. Tem que ser trabalho constante.
Mateus Menezes Nascimento
Franca - SP