08 de julho de 2026

Um dia misterioso


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Numa sexta-feira com muito vento, fui para a escola. Tudo estava diferente. Além dos zunidos e assovios do vento, coisas estranhas estavam acontecendo.

O relógio do pátio da escola estava atrasado, o sinal nunca batia e o CD do Hino Nacional estava trocado. Quando entrei na sala a professora gritou:

-Que bagunça! Porque a lousa digital está aqui na frente? E as carteiras de perna pro ar? E esse alfabeto fora de ordem?

Ninguém soube responder e tivemos que arrumar tudo. Logo no início da aula sentimos um cheiro de "pum" e todo mundo reclamou, mas não foi localizado o autor dos "puns". Na hora da merenda a comida estava apimentada, os monitores do recreio dirigido não encontravam os brinquedos. A Lívia ficou de cabelos arrepiados quando encontrou chiclete no microfone. A diretora Fátima não suportava mais as reclamações: pneus de bicicletas furados, material de Educação Física misturado com o material de construção dos pedreiros, os livros da biblioteca desorganizados, papel higiênico espalhado pelos banheiros.

A diretora pediu ajuda para descobrir o mistério e os colegas Leonardo, Luís Roberto e a Isabela viram um vulto saindo da secretaria e desconfiaram que era um Saci pela rapidez do moleque que usava uma carapuça vermelha. Eles pegaram uma peneira e jogaram no primeiro redemoinho que viram. O Luis Roberto laçou o danadinho com seu cadarço, o Thulio chegou correndo, tirou a carapuça do moleque e colocou dentro de uma garrafa Pet.

A diretora ficou de boca aberta quando viu aquele sacizinho preso e perguntou:

-O que faremos com ele?

E o Felipe respondeu:

-O melhor é levá-lo para a mata.

O Guilherme Augusto logo se ofereceu:

-Pode deixar, diretora. Eu solto ele na mata que tem no sítio da minha avó, agora mesmo.

E assim a escola Frei Lauro voltou à sua normalidade.

Produção coletiva do 4º ano E Professora Fernanda  Melani

 

EMEB “FREI LAURO DE CARVALHO BORGES"