08 de julho de 2026

O novo eleitor


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A campanha eleitoral está terminando. Na quinta-feira o rádio e a tv voltarão à programação normal, pois o horário gratuito termina 48 horas antes do dia da eleição, que será no domingo. Mesmo assim, ainda continuará a campanha impressa, a de rua e o corpo-a-corpo dos candidatos em busca do voto.

O eleitor sabe que ainda lhe restam alguns dias para escolher aqueles que pareçam melhor para governar o município e fazer parte da Câmara de Vereadores. É uma oportunidade a cada quatro anos. Os eleitos de agora tomarão posse no dia 1º de janeiro de 2013 e permanecerão até 31 de dezembro de 2016. Se a escolha for boa, a cidade vai progredir e o povo viver bem. Mas, se os eleitos forem ruins ou tiverem problemas, a crise poderá se abater sobre toda a comunidade. Existem muitos exemplos disso Brasil afora.

O mais importante é que hoje o eleitor procura conhecer o candidato antes de decidir o seu voto. Primeiro, para saber se não existe nada que o desabone e se reúne credenciais para ocupar o cargo pretendido. Não basta o pretendente ser simpático ou amigo. Ele tem de reunir conhecimento e propostas de trabalho pois, se não for assim, sua eleição não representará nada mais do que um “emprego” de quatro anos para ele próprio. E não é dessa forma que deve ser; o prefeito tem de governar e fazer para o município o que é melhor para toda a população, e o vereador precisa saber fiscalizar as ações do prefeito e seu governo e propor coisas que melhorem a vida da cidade.

Para saber quem são os candidatos existem diversas formas. Desde a própria ficha de cada um, disponível no site da Justiça Eleitoral, até arquivos dos jornais e de repartições públicas disponíveis na Internet. Além disso, existem as páginas de busca o Google é a principal onde se pode colocar o nome do pesquisado e saber quem é ele, e, principalmente, se tem problemas. E, por fim, há o conhecimento que todos temos em nossa própria cidade, que vale principalmente para candidatos a vereador, muitos deles sem passado na vida pública.

O eleitor brasileiro tem evoluído, e muito! Hoje ele prefere votar mais no candidato do que no partido, pois está provado que partido político é coisa que não funciona neste País. Com essa preferência pelo pessoal e não pelo institucional, desabam os currais eleitorais de grupos e privilegia-se a renovação. O candidato não precisa ser filiado a um grande partido ou grupo político para ter chances de receber boa votação, e até, ser eleito.

É hábito das pessoas criticar os políticos e governantes. É preciso pensar que, pelo menos nesta semana, cada um dos brasileiros pode, com a sua decisão, melhorar a situação de sua cidade e, se isso acontecer em nível nacional, melhorará o País. Por isso, antes de decidir seu voto, lembre-se que aquele em quem votar deverá ser o seu representante na Prefeitura e na Câmara de vereadores.

Pesquise bastante para ter a certeza de que o escolhido reúne as condições intelectuais, técnicas e, principalmente, morais, para atuar em seu nome. Depois desse exame, certamente, você produzirá um bom voto e um Brasil melhor...

Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo