08 de julho de 2026

Que fazemos do mestre?


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‘Que farei então de Jesus, chamado o Cristo?’ - Pilatos. (Mateus, 27:22.)

Nos círculos do Cristianismo, a pergunta de Pilatos reveste-se de singular importância.

Que fazem os homens do Mestre Divino, no campo das lições diárias? Os ociosos tentam convertê-lo em oráculo que lhes satisfaça as aspirações de menor esforço. Os vaidosos procuram transformá-lo em galeria de exibição, através da qual façam mostruário permanente de personalismo inferior. Os insensatos chamam-no indebitamente à aprovação dos desvarios a que se entregam, a distância do trabalho digno. Grandes fileiras seguem-lhe os passos, qual a multidão que o acompanhava, no monte, apenas interessada na multiplicação de pães para o estômago. Outros se acercam dEle, buscando atormentá-lo, à maneira dos fariseus arguciosos, rogando ‘sinais do céu’.

Outros muitos o acompanham, estrada afora, iguais a inúmeros admiradores de Galiléia, que lhe estimavam os benefícios e as consolações, detestando-lhe as verdades cristalinas.

Não basta fazer do Cristo Jesus o benfeitor que cura e protege. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida, por exemplo e modelo de cada dia.

EMMANUEL
Livro: Vinha de luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier