A impressão inicial de que o nível do debate seria elevado se confirmou ao longo do programa. Os candidatos foram duros nas críticas, firmes nas colocações e claros nas propostas.
O mais jovem da turma, Pedro Hellu (PSDB), 29, não se intimidou com a presença de Henrique Lopes na platéia e lembrou por três vezes que ele é ficha suja e que prejudicou o desenvolvimento da cidade ao deixar uma dívida de R$ 5 milhões para o sucessor.
Henrique, aliás, voltou a protagonizar uma disputa silenciosa com o irmão João, a exemplo do que havia ocorrido em 2008. Ambos são rompidos e defendem lados opostas. Impedido de concorrer, Henrique apoia Mauro Apolinário (PMDB), que era o seu vice.
João é marido de Rosani Bertelli Lopes (DEM), candidata a vice-prefeito na chapa liderada por Pedro Hellu. Nos intervalos, os irmãos atuavam como assessores e passavam dicas aos seus candidatos. Sentados próximos um do outro, não se falaram. Nem se olharam.
O debate parou Patrocínio. A população se ligou na rádio Difusora e na Internet para acompanhar o confronto. Como se fosse uma final de campeonato, uma TV e caixas de som foram instaladas no comitê do PMDB para que os simpatizantes acompanhassem.
Duros ao longo do confronto, os candidatos mostraram civilidade, conversaram nos intervalos e se cumprimentaram no final. Foram aplaudidos de pé.