O motorista Newton César Branco, 41, que morava em Batatais, morreu após sofrer acidente com um caminhão utilizado no transporte de cana-de-açúcar, na tarde do último domingo, por volta das 14h30. Ele caiu na ponte do Rio Santa Bárbara, na Estrada do Marolo, próxima à Rodovia Rio Negro e Solimões, que liga Franca a Batatais, região da Usina Cevasa.
Segundo informações da Polícia Militar, Newton havia carregado o bitrem com cana-de-açúcar numa fazenda em Restinga e seguia para a Usina Cevasa para descarregá-lo. Ele seria funcionário de uma empresa terceirizada pela indústria. Num trecho de descida da vicinal, ele bateu no guard-rail e caiu. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil de Patrocínio Paulista.
Testemunhas disseram aos policiais que, ao chegarem ao local, Newton estava fora do veículo e ainda agonizava, mas morreu logo em seguida. A cabine do bitrem ficou destruída e os vagões bastante danificados. O local é de difícil acesso e os peritos e agentes funerários tiveram dificuldades para chegar até as margens do rio. O Corpo de Bombeiros de Franca também foi acionado para auxiliar nos trabalhos. O resgate do corpo durou três horas.
Newton foi velado na São Vicente de Paulo e enterrado ontem, em Batatais, com serviços da Funerária Pádua.
OUTROS CASOS
Dois acidentes parecidos envolvendo motoristas de caminhões de cana terminaram com mortes no final do ano passado. Um deles aconteceu na mesma ponte, no rio Santa Bárbara. No dia 4 de outubro, um treminhão carregado com 97 toneladas despencou da ponte nas proximidades da Usina Cevasa. O motorista do caminhão, Wilson Pessoa, 55, morador em Sertãozinho, morreu na hora. Wilson não conseguiu controlar o veículo que arrebentou a defensa e caiu de uma altura de nove metros.
No dia 17 de novembro, o motorista Arlindo Sebastião de Souza, 60, morador em Pontal (SP), perdeu o controle de um treminhão carregado com cana-de-açúcar e despencou de uma ponte sobre o Rio Sapucaí, em Patrocínio Paulista. A cabine ficou submersa e a falta de equipamentos prejudicaram o resgate, que demorou 12 horas para ser concluído.
Colaborou Samuel Santos