Segundo a Polícia Civil, o problema de tráfico em matas na área urbano não é “privilégio” da zona norte de Franca. A vegetação ajuda a ocultar os entorpecentes e dificulta o trabalho dos policiais. Também dá melhores opções de fuga. Outro ponto destacado pela polícia foi a mata entre o Jardim Brasilândia e o Jardim Paulistano, na zona leste.
“Os marginais se aproveitam de lugares de difícil acesso, onde existem muitas saídas, para esconder droga e aproveitam também para vender, dificultando, e muito, o trabalho da polícia”, explicou o delegado Eduardo Lopes Bonfim, titular interino da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).
Para o delegado, a fórmula certa para combater o tráficos nesses locais é agir com rapidez e inteligência. Em uma das maiores apreensões realizadas no Moreira Júnior, este ano, pela Polícia Militar, várias viaturas cercaram a região e não deram chance dos bandidos correrem. Porém, em duas ocasiões, ninguém foi detido.
Bonfim considera normal o medo da população com a presença de marginais, pois o uso de entorpecentes leva ao aumento de furtos e roubos, mas garante que a polícia está com investigações em andamento. “Drogas já foram apreendidas no local e a mata vai continuar sendo vigiada para que as pessoas possam ser identificadas nesse esquema e possamos pôr um fim nisso”, finalizou o policial.