O movimento intenso de carros, motos, caminhões, ônibus e vans no fim da manhã e fim da tarde tem deixado os motoristas irritados, causado nós e acidentes no trânsito de Franca. O Comércio percorreu nos últimos dias pontos considerados críticos pela população e constatou que nem mesmo as sinalizações preventivas feitas pela Secretaria de Segurança e Cidadania, responsável pelo trânsito, têm ajudado a desafogar o tráfego de veículos. Pelo menos cinco locais são alvos constantes de reclamações por parte de motoristas, pedestres e vizinhos: os cruzamentos da Alonso y Alonso com Champagnat; Hélio Palermo com Orlando Dompieri e com Professor José Rodrigues da Costa Sobrinho; Brasil com Adhemar de Barros; e a ligação entre bairros próximos à Vila São Sebastião.
Em um dos pontos mais difíceis, no cruzamento da avenida Alonso y Alonso com a Champagnat, os comerciantes afirmam que os acidentes são constantes e quase diários. “Tem gente passando de todos os lados, por conta da rotatória. Na hora de pico (entre 16 e 18 horas), o trânsito fica completamente parado. Se tivesse um semáforo, acho que ficaria melhor”, disse a auxiliar administrativa Carla Teófilo Saceli, 23, que trabalha em um posto de combustível próximo ao local. No cruzamento, já foi cogitada até a construção de viaduto, mas a obra não deve sair tão cedo. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) escolheu o cruzamento da Alonso y Alonso e Major Nicácio para construção do mesmo, orçado em R$ 10 milhões.
Em outro ponto da cidade, entre as avenidas Hélio Palermo e Orlando Dompieri, o problema é semelhante. Ansiosos com a demora para atravessar a rotatória, alguns motoristas realizam manobras ousadas e perigosas. Batidas e atropelamentos são frequentes, segundo os vizinhos. “Costuma ter acidente todo dia. O pessoal que está descendo (a Orlando Dompieri) não vê que o outro carro parou na rotatória e bate. Sempre tem uma pancadinha por aqui. Acho que um semáforo seria uma boa”, disse o frentista Rodrigo Faleiros, 20.
Pouco mais à frente, entre a Hélio Palermo e a Professor José Rodrigues da Costa Sobrinho, os moradores se queixam da grande quantidade de veículos e da falta de sinalização. “A gente que usa diariamente o cruzamento fica espantado com a violência. É um desrespeito total”, desabafa o comerciante Sebastião de Oliveira, que tem uma loja na avenida.
Na avenida Francisco Marques, na região próxima à Vila São Sebastião, já existe sinalização e semáforos. Mesmo assim, motoristas e pedestres reclamam da ineficiência do semáforo de três fases e do mau comportamento dos motociclistas. “Alguém tem que arrumar esse sistema (semáforo). Acho que é pouco tempo para gente virar. Você pode ver que eu brequei o carro em cima da faixa. Além disso, tem o pessoal que passa de moto e não respeita (o tempo do sinal)”, disse a professora Rose Saad, 49, que passa pelo local duas vezes por dia.
Segundo a Prefeitura, pouco pode ser feito para resolver o problema no trânsito de Franca.
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