Os candidatos a prefeito de Cristais Paulista abriram a série de debates com os candidatos da região promovida pelo GCN Comunicação. Deram uma lição. Com discursos diretos, críticas claras e confrontos abertos, apresentaram suas ideias para resolver os problemas que afligem a cidade.
Antônio Reginaldo Raiz (PV), Edvaldo Costa (PMN) e Miguel Marques (PSDB) se enfrentaram durante uma hora. O debate teve transmissão ao vivo pela Rádio Difusora e pelo Portal GCN.
Sobraram críticas à atual administração. Edvaldo Costa foi o mais contundente. Logo no primeiro bloco, ao falar sobre o crescimento de Cristais, disse que faltou planejamento. “O que acontece aqui é que as administrações passadas e a atual também não fizeram nada para prever esse crescimento. Eles deveriam ter investido. Agora temos até problemas de abastecimento de água”.
Na primeira rodada de perguntas entre candidatos, Edvaldo mais uma vez atacou. Acusou Miguel Marques de ser o responsável pela cobrança de passagens para os estudantes que se deslocam até Franca. “O senhor agora promete isenção, mas se esquece que lá trás foi o senhor que passou a fazer essa cobrança”. Não ficou sem resposta. “O senhor está mal informado. Essa pergunta deve ser feita para o Tonin Raiz. Não fui eu quem instituiu a cobrança. Foi ele na década de 70”, rebateu Miguel, aproveitando para criticar o outro adversário.
Depois foi a vez de Miguel Marques atacar Raiz. Ao ser questionado sobre como pretende resolver os problemas de saúde, estranhamente, Raiz, que tem o apoio do prefeito Hélio Kondo, criticou a atual administração. “Há um certo desarranjo na Secretaria de Saúde. A ausência de uma chefia com comando tem dado sérios problemas”, disse Raiz. Miguel criticou. “Quem nomeia o secretário é o prefeito, que é o seu apoiador, o seu padrinho político. A coisa está feia lá e a culpa é dele”.
Edvaldo só ficou visivelmente desconfortável quando foi questionado pelos jornalistas sobre sua relação com o deputado Roberto Engler (PSDB), que acabou forçando sua saída do PSDB rumo ao PMN. “Claro que intimamente eu fiquei magoado e realmente o que aconteceu é uma questão difícil de ser engolida”, disse, se referindo ao fato de Engler apoiar Miguel Marques, forçando Edvaldo a deixar o partido para poder se candidatar.
Quem também engasgou ao tentar se explicar foi Antônio Raiz. Ao responder sobre o fato de ter criticado a administração de Hélio Kondo, que o apóia, Raiz se desconcertou. “Ele, simplesmente, me oferece o seu apoio. Apoio é diferente de eu ser o candidato dele.”