Na última sexta-feira, três dias após ser sequestrada, a estudante Clara Alves Campos evitou contato com a imprensa e não foi à escola. Na quinta-feira, ela havia declarado à uma emissora de televisão que não viu o rosto dos sequestradores e não foi maltratada. Também agradeceu às pessoas que rezaram por ela. O Comércio esteve na casa dela duas vezes na sexta-feira, mas familiares informaram que ela não iria falar.
O sequestro aconteceu por volta das 7 horas de terça-feira, 18. Clara estava no carro de sua mãe, a dona de casa Iolanda Campos, 46, que a levaria para a escola. As duas foram surpreendidas com a chegada de um carro que cercou a passagem delas. Homens encapuzados e armados desceram, dispararam dois tiros para o alto e sequestraram Clara. À mãe, foi entregue um bilhete pedindo R$ 1 milhão pelo resgate.
Clara ficou mais de 24 horas com a quadrilha. Na manhã da quarta, ela disse que teve as mãos amarradas com fita adesiva e foi colocada perto de uma árvore. Foi então que aproveitou a distração dos sequestradores para se desamarrar e fugir. Segundo a família, nenhum resgate foi pago.
“Ela não está tão traumatizada com o sequestro, mas a gente evita falar sobre isso”, disse Valéria Xavier, amiga de classe de Clara.