08 de julho de 2026

Greve dos Correios é fraca; bancários têm mais adeptos


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Mulher entra na agência do Santander no Centro: greve dos bancos ganha força em Franca

A greve na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) atinge 23 Estados mais o Distrito Federal, mas em Franca os serviços estão praticamente inalterados. As três agências da cidade apenas deixaram de oferecer os serviços de Sedex 10 e Sedex Hoje, por eles dependerem de outras agências afetadas pela paralisação, de acordo com o diretor sindical dos Correios, Aurí Antônio de Oliveira.

O diretor disse que apenas quatro funcionários em Franca aderiram realmente à greve, apesar de, numa assembleia realizada às 8 horas de ontem, os funcionários estarem favoráveis à paralisação. Oliveira acredita que a greve seja breve. “Acredito que ela possa terminar semana que vem, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgará as nossas reivindicações.” Os funcionários querem um reajuste salarial de 43,7%, além de manter as características atuais do plano de saúde. “Os Correios querem mexer no plano de saúde, querendo tirar pai e mãe do convênio dos funcionários solteiros.”

Segundo nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa dos Correios, 91% dos trabalhadores continuaram trabalhando normalmente. No interior de São Paulo, o índice é de 94%. Dos 120 mil trabalhadores da empresa, 10.438 estão em greve. “Da carga diária, 76% estão sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas - o restante pode ter atraso de até um dia”, diz a nota.

BANCOS

Se a paralisação dos Correios é inócua na cidade, a dos bancos tem ganhado um pouco mais de força. Apesar de a agência da Caixa Econômica Federal localizada na avenida Presidente Vargas ter voltado a operar no último dia 19, o movimento ganhou a adesão de três unidades do Banco Santander e uma do HSBC. Outras três da Caixa estão fechadas desde o início do movimento. “Dos 1.200 funcionários da cidade, aproximadamente 200 estão em greve”, disse o diretor do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, Rogério Marques da Silva.

Os bancários receberam uma proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de 6% de aumento salarial, mas desejam 10,25%, além de participação nos lucros e resultados do banco. O movimento não tem previsão de término.