O primeiro dia da greve dos bancários de Franca paralisou ontem as quatro agências da Caixa Econômica Federal na cidade. Em uma delas, em frente à praça Nossa Senhora da Conceição, os correntistas não conseguiram usar o atendimento pessoal - no interior da agência - por falta de funcionários.
De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato do Bancários de Franca, Rogério Marques da Silva, somente neste primeiro dia de greve cerca de 100 funcionários pararam de trabalhar. Para hoje, o diretor promete mais protestos em frente as 40 agências da cidade, para convencer os bancários da importância da paralisação. “O movimento começa de maneira tímida, mas desde a assembleia realizada ontem, já sabíamos que seria mais forte na Caixa Econômica Federal. Vamos intensificar as ações para ter um número ainda maior de bancários mobilizados”, disse ele. A greve não tem previsão de data para ser encerrada.
Na última segunda-feira, 17, os bancários organizaram uma reunião que decidiu não aceitar o aumento salarial de 6% proposto pela Federação Nacional dos Bancos. Os funcionários reivindicam 10,25% de aumento, entre outros benefícios.
Em nota oficial divulgada para a imprensa, a diretoria regional da Caixa informou que oferece vários canais alternativos de atendimento aos seus correntistas para que a greve não prejudique os usuários do serviço. O banco elenca casas lotéricas, terminais de atendimento eletrônico e internet banking entre as opções que as pessoas têm para realizar operações de saque, depósito, pagamento de contas (não vencidas), entre outros serviços.
Apesar das opções oferecidas, algumas situações dependem do atendimento pessoal de funcionários do banco. O professor Everton Alves Perez, 26, foi até uma agência da Caixa no Centro, ontem à tarde, para pagar uma dívida, mas não conseguiu realizar a operação por conta da greve. “Vim aqui (na agência) na quinta-feira (13) para pagar uma parcela adiantada e como o sistema estava fora do ar me pediram para voltar na terça-feira. Agora não podem gerar o boleto porque estão em greve”, disse ele.
O professor não se mostra contrário ao movimento dos bancários, mas lamenta que a cada negociação para melhores salários da categoria os usuários do serviço sejam obrigados a se desdobrar para honrar seus compromissos. “O problema não é fazer a greve, mas eles (bancários) precisam se organizar para não deixar ninguém na mão.”