Os sete candidatos a vice-prefeito de Franca se enfrentaram pela primeira vez no debate promovido pelo GCN Comunicação na última quinta-feira. Foram quase três horas de questionamentos feitos pelos jornalistas do grupo e entre os próprios candidatos.
Os temas mais polêmicos destas eleições voltaram a centralizar as discussões. A dívida municipal, a fila de espera para cirurgias eletivas, o valor da tarifa de transporte público e os problemas de trânsito foram bastante explorados pela oposição.
Já no primeiro bloco, em que os candidatos foram questionados pelos jornalistas, Fernando Baldochi, do PSDB, defendeu a decisão da administração Sidnei Rocha de investir mais de R$ 10 milhões para a compra do prédio que ficou conhecido como “esqueleto”. Ranieri Melo (PTC) e Marcial Inácio (PT) foram os mais críticos. “A administração atual não fez nada pelas pequenas empresas. A incubadora que implantamos na gestão do Gilmar Dominici está do jeito que deixamos”, disse Marcial.
No segundo bloco, com candidato perguntando para candidato, sobraram críticas. “Não entendo como um governo em que há mais de 12 mil pessoas esperando em uma fila para cirurgias eletivas prefere investir R$ 10 milhões na compra de um prédio abandonado do que resolver esse problema. É um absurdo deixar de atender o ser humano para comprar prédio velho”, disse Vanderlei Tristão. Marcial Inácio atacou a falta de investimento na área de trânsito. “O prefeito não foi buscar recursos federais porque é um prefeito autoritário. Ele se nega a dialogar com forças políticas que não são do seu mesmo ninho.”
O clima esquentou no terceiro bloco, com perguntas dos jornalistas. O mais agressivo foi Ranieri Melo, que desafiou a administração tucana a comprovar que realmente conseguiu construir 26 creches e 300 salas de aula. Também lançou indiretas ao tempo de funcionalismo de Alexandre Ferreira e Fernando Baldochi. “Tem gente que está na administração há 30 anos e não aprendeu a administrar... Está na hora de se aposentar. Chega desta velharia.”
Perto do encerramento, mais um embate. Ao ser questionado por Baldochi sobre a política para atrair jovens para indústria calçadista, Gilson de Souza Filho (PSC) atacou. “Eu vou dar oportunidade, coisa que o seu governo não fez. Se não fosse o meu pai (o deputado estadual Gilson de Souza) ter lutado para reduzir o ICMS do calçado, as empresas teriam ido embora de Franca.”
O debate terminou com as considerações finais de cada candidato. Todos agradeceram a iniciativa do GCN e pediram votos ao eleitor.