09 de julho de 2026

O mundo além do Terror


| Tempo de leitura: 4 min
Imagem mostra torres desabando no dia 11 de setembro de 2001

Era o primeiro ano do século XXI. Naquela época, toda a humanidade vivia cheia de expectativa. Sabe aquele sentimento e vontade de renovação que aparece em toda a virada de ano? Graças à chegada do segundo milênio e do novo século, este sentimento estava mais forte. A paz e a esperança estavam no ar. E foi pelo ar que tudo isso mudou.

Às 8h46 do horário local, o voo 11 da Americar Airlines atingiu a Torre Norte do Word Trade Center. Pouco depois, às 9h03, foi a vez do voo 175 da United Airlines ir de encontro à Torre Sul. Alguns instantes mais tarde, as duas construções, símbolos de muito orgulho para os americanos, entraram em colapso. As cinzas da catástrofe cobriram boa parte de Nova York, deixando o mundo boquiaberto e atrapalhando a leitura infantil do então presidente norte-americano, George W. Bush, que ouviu o que estava acontecendo com seu país pela boca de um segurança. Além dos dois aviões usados nas torres, os terroristas sequestraram mais dois. Um foi jogado contra o Pentágono, em Washington, e outro acabou caindo em uma área rural da Pensilvânia graças aos tripulantes que se revoltaram contra os sequestradores.

Há 11 anos, mais de 3 mil pessoas morreram nesta ação organizada pela Al-Qaeda, que era liderada pelo até então desconhecido Osama bin Laden, que queria mostrar aos Estados Unidos que os muçulmanos também sabiam brigar. Depois disso começou a Guerra ao Terror, que culminou na invasão do Afeganistão, em milhares de outras mortes, no ódio a todos os árabes e em tantas outras cicatrizes que continuam nítidas na história da sociedade.

Com um acontecimento desta magnitude, é claro que o ano de 2001 será marcado, por toda a eternidade, como o ano deste atentado terrorista. Mas, o que acontecia na época? O que as pessoas escutavam, viam, faziam e usavam em 2001? Para ajudar na memória, o Se Liga fez esta pequena lista, para tentar limpar, pelo menos um pouco, a história deste ano marcado pela tragédia.

MODA

O início do século começou com a indústria fashion apostando em releituras. Vitrines de todo o planeta foram invadidas por peças inspiradas em uma fusão entre as cores dos anos 1980 e os cortes típicos dos anos 1950.

Também aconteceu neste ano, a independência do mercado nacional neste segmento. Antes visto com incerteza, as grifes nacionais conquistaram o mundo, apostando, principalmente, em um mercado adolescente emergente, os emos.

Tênis com amortecedores dominavam os calçados. Já acessórios como piercings e tatuagens caiam de vez no gosto do povo.

MÚSICA

Aqui no Brasil, as rádios cansaram de tocar e o povo cansou de cantar a música Quem de Nós Dois, da Ana Carolina. Segundo um site especializado, esta foi a canção mais tocada nos veículos de comunicação, seguida de Thank You, da Dido e de Lady Marmalade, música tema do filme Moulin Rouge. Foi também neste ano que o Gorillaz gravou seu primeiro álbum.

Na região de Franca, a dupla que dominou as paradas foi Bruno & Marrone, com o hino Dormi na Praça. Outro destaque foi a ascensão do funk brasileiro, que apresentou ao mainstream a música Cerol na Mão, do Bonde do Tigrão.

CINEMA

Um dos principais destaques da telona daquele ano foi o primeiro filme da trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson, que inaugurou uma nova fase dos efeitos digitais. O longa Uma Mente Brilhante venceu o Oscar de 2002 – que premia os lançamentos de 2001- de melhor filme. Também nascia neste ano a série animada Shrek. 2001 também foi bom para os amantes de musicais, que se encantaram com Moulin Rouge – Amor em Vermelho. Destaque também para Dia de Treinamento, O Diário de Bridget Jones e Falcão Negro em Perigo.

TECNOLOGIA

O lançamento do Windows XP, em 2001, consolidou a Microsoft como uma potência no mercado de software, e potencializou ainda mais a venda dos computadores pessoais, que, no Brasil, ainda não tinham se transformado no acessório indispensável que é hoje.

A internet começava a se transformar neste monstro que conhecemos. Isso lá fora, nos países desenvolvidos, que já investiam na banda larga. Aqui a coisa estava pegando, mas ainda com a conexão discada.

Por fim, os celulares. As empresas estavam focadas em diminuir o tamanho dos “tijolares” e se concentraram na estética, deixando de lado a funcionalidade. Então, neste ano, alguns aparelhos já contavam com tela colorida, mas só serviam para fazer e receber chamadas. Estes aparelhos ainda eram exclusividade dos mais afortunados, já que as empresas só vendiam o celular no plano pós-pago.

Começavam a surgir os famosos MP3 players, mas estes aparelhos só ganham força em 2002, com o lançamento da primeira geração do iPod, da Apple.

Relembre como foi o atentado; Jornal Nacional, da Globo, fez edição histórica :